Nós devemos continuar avançando sempre!

“Nós devemos continuar avançando, abrindo novas portas e fazendo coisas novas, por que somos curiosos e a curiosidade nos conduz a novos caminhos” – Walt Disney

Sempre que me deparo com um momento de transição, tanto na vida pessoal quanto profissional eu recorro a essa frase, pois, para mim, ela diz tudo.

Eu masterizo músicas para o formato CD desde o inicio de 1994, quando o CD passou a atingir milhares de consumidores. O CD era uma mídia pratica, que ao contrário do LP, limitado apenas a um aparelho – o toca-discos, era compatível com vários aparelhos. O mesmo CD tocava no carro, no discman, no computador, no som da casa e no som portatil, além de ser pequeno, seguro e fácil de transportar. A qualidade do áudio do CD não sofria interferências, soava muito bem em todo lugar e reproduzia fielmente as músicas por nós produzidas.

O Consumidor encontrava CDs em grandes lojas, nas bancas de Jornal, em supermercados e o consumo era alto. O Som do CD era muito superior aos LPs e, embora os consumidores gostassem disso, não era o mais importante, era a praticidade do CD que o fazia tão popular.

As pessoas, como eu, gostavam e muito de passar várias horas nas grandes lojas de CDs. Perder tempo com isso fazia parte.

Depois ainda vieram os CDs graváveis e até as nossas compilações, antes feitas em cópias dos LPs nos cassetes, ficaram fáceis de se fazer com a qualidade igual a do CD.

O nosso trabalho então na masterização, foi explorar ao máximo a qualidade do áudio do CD e fizemos isso com muito entusiasmo, muitos clientes e com as centenas de ferramentas analógicas e digitais disponíveis, desenvolvemos muitas tecnicas até a chegada do MP3, com grandes avanços técnicos e artísticos ao longo desses anos.

Com a chegada do iPod e um pouco depois o iTunes Music Store, começou uma nova revolução no mercado de vendas de música e, mais uma vez, os consumidores tinham uma novidade pela frente.

No inicio, parecia pouco pratico, pois os iPods eram caros, compatíveis apenas com computadores da Apple, eram grandes e pesados, com uma capacidade grande de armazenar musica, é verdade, mas os consumidores não tinham como comprar as músicas on line, então tinham que converter as músicas dos seus CDs e não era simples e pratico, e ainda gostavam e muito dos seus CDs. Aos poucos porém, os iPods foram caindo no gosto das pessoas, ficou pequeno, leve, compativel com todos os tipos de PC, sons caseiros e dos carros, chegaram as lojas on line e, aí sim, ficou facil e muito prático.

Hoje, navegando pela internet, vi exatamente por que os consumidores trocaram o CD pelo arquivo digital. Eu vi em um site que uma das minhas cantoras favoritas – a Sheryl Crow – lançou um novo álbum e a resenha falava da qualidade das canções, do áudio e da produção. Imediatamente, entrei no site do iTunes e comprei meu álbum por US$ 7.99 com 14 canções e a capa completa em PDF, com a ficha técnica completa, fotos incríveis com uma qualidade excepcional. Dei uma ouvida rápida e, em menos de 5 minutos, tudo em meu computador. Isso é o que o consumidor atual quer, facilidade e praticidade.

Hoje, as pessoas não gostam de perder tempo, assim como eu, e ficou muito rápido e simples consumir música. Para a maioria delas, perda da qualidade acabou sendo um pequeno detalhe nesse processo.

Agora o meu trabalho na Masterização antes focado apenas no CD, passou a ter novos alvos, esse novo formato tão fácil de se consumir e outros que vão aparecer e, para mim, novos desafios, novos equipamentos, novas técnicas…

Eu não tenho medo do futuro e sim muita curiosidade de como as pessoas ouvirão suas músicas e como nós nos adaptaremos a isso. Nossas técnicas de gravação, mixagem e masterização estão em constante evolução e vão continuar, mas a nossa habilidade auditiva e criativa continuará sempre igual.

Assim como não ficamos satisfeitos com o som do Vinil, não podemos ficar parados, presos ao CD, e nem ao MP3, temos que continuar avançando em nossa profissão, buscando novas técnicas e com o nossa curiosidade, abrindo novas portas como a TV digital e o Stream e essa curiosidade nos levará a descobrir os novos caminhos e novos avanços como aconteceu com o LP, com o CD, com o MP3, com o Stream e como acontecerá com o proximo formato e modo de ouvir e comercializar música, exatamente como disse Walt Disney!

GLENDA GIRALDI
Atendimento e Marketing

Glenda Giraldi Soila, graduada em produção fonográfica e pós graduada em Music Business pela Universidade Anhembi Morumbi (Sao Paulo, Brasil) e formada em Pro Tools pela Avid Brasil.

Trabalhou como técnica de audio no Teatro da Rotina, por onde passaram grandes nomes da música independente, como Na Ozzetti e Ceumar.

Atualmente cuida das relações públicas da Classic Master Brasil, onde já participou de projetos como Ivete Sangalo, Victor e Leo, Lenine e Chico César e foi responsável por todo o acervo de áudio desde a fundação do estudio.

CARINA RENÓ
Assistente de Masterização (Classic Master Brasil)

Graduada em Propaganda & Marketing pela UNIP e com formação em Produção de Áudio na Academia de Áudio OMID, atualmente cursa Educomunicação na ECA-USP.

Atuou por 7 anos, na produtora Trilha Original Estúdio, adquirindo experiência com produção de áudio para publicidade, teatro, cinema e tv, atendendo programas como Instrumental Sesc Brasil, Super Libris e Sala de Cinema, longas-metragens como Florbela e O Amuleto e espetáculos das cias de teatro Le Plat Du Jour e Pia Fraus.

Desde 2015 é parte da Classic Master nas áreas de atendimento e como assistente do engenheiro de masterização Carlos Freitas colaborou com projetos como Chico César – Estado de Poesia Ao Vivo, Ivete Sangalo – ao Vivo Em Trancoso, Lenine – Em Trânsito, 5 a Seco – Síntese, Banda Mais Bonita Da Cidade – De Cima do Mundo Eu Vi O Tempo, Maria Beraldo – Cavala, Pato Fu – Música de Brinquedo 2, Clara Castro – Caostrofobia, Julia Branco – Soltar Os Cavalos, Paulinho Moska – Beleza e Medo, Cólera – Acorde! Acorde! Acorde!, Luiz Melodia – Zerima e João Bosco – Mano Que Zuera.

NATALIA HERRERA
Ass. de Masterização (Classic Master Latino América)

Natalia Bohórquez Herrera, formada em produção musical e fonográfica da Universidade Anhembi Morumbi (Sao Paulo, Brasil), e como DJ e Produtora pela escola DNA Music (Bogotá, Colombia),  complementou seus estudos na área de Masterização na Berklee School of Music.

Na sua carreira tem trabalhado como assistente de edição e mastering em projetos de artistas nacionais e internacionais, como Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Djavan, Paralamas do Sucesso, Barbatuques, Arnaldo Antunes, Jota-Quest, Lenine, Richard Lane, Buendia, Angela Cervantes, Marinah, entre outros.

Radicada atualmente na cidade de Bogotá, continua trabalhando como assistente de masterização da Classic Master SP e  é representante oficial para Classic Master Latinoamérica.

CARINA RENÓ
Assistente de Masterização
CARLOS FREITAS
Engenheiro de Masterização

Carlos Freitas é engenheiro de áudio há 33 anos e proprietário do estúdio de masterização Classic Master localizado em São Paulo.

Estudou na Berklee School of Music e na Faculdade Casper Líbero. Ao longo de sua carreira trabalhou com grandes artistas nacionais e internacionais, tais como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Toquinho, Tom Jobim, Milton Nascimento, João Gilberto, Roberto Carlos, Djavan, Ed Mota, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Luciana Souza, Céu, Ivete Sangalo, J-Quest, Titãs, Ira!, RPM, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Zélia Duncan, Maria Rita, Lenine, Aline Barros, Bon Jovi, Alice in Chains, Seal, Prince, Guns n Roses, Simple Red, George Michael, Filarmonicas de NY , Leningrado, Moscou e Israel, OSESP entre tantos outros nomes.

Em 2016, participou das Olimpiadas do Rio de Janeiro masterizando todo o áudio utilizado na cerimónia de encerramento para a transmissão em televisão e também para a apresentação no Maracanã.

Possui 8 indicações ao Grammy Latino na categoria “Engenharia de Audio” nos anos de 2006, 2009, 2011, 2012, 2013 e 2016 e diversos trabalhos indicados e premiados pelo Grammy e Grammy Latino e, nos anos de 2000, 2002 e 2011, recebeu o prêmio PA promovido por Otavio Brito de “Melhor Profissional de Masterização” e em 2016 e 2017, recebeu o prêmio “Profissionais da Música” na categoria melhor engenheiro de masterização.