Antes de mais nada, acredite, não existe um estúdio de masterização acusticamente “perfeito”, nem aqui no Brasil nem em qualquer lugar do mundo. Todos eles têm algum tipo de deficiência de acústica. É claro que os estúdios profissionais com um ótimo projeto acústico apresentam bem poucas imperfeições, mas não estão isentos.

Então, aí vem a pergunta, já que atualmente existem fones de altíssima qualidade, como o Sennheiser HD 600 e 800, ainda mais se ligados ao amplificador HDVD 800 e poucos lugares com acústica ideal, por que não usar somente fones de ouvido para masterizar?

Bom, independente da resposta, os fones de ouvido realmente têm um lugar garantido no trabalho diário de masterização.

Fone Sennheiser HD 800 conectado a um amplificador Sennheiser HDVD 800

Eles são muito úteis para:

– Controle de qualidade do PMCD final para industrialização.
– Avaliar baixas frequências se você não tiver monitores com auto falantes que respondam bem aos graves ou subwoofer.
– Engenheiros que masterizam em um ambiente barulhento.
– Verificar e eliminar artefatos não desejados como cliques, distorções e ruídos.
– Ouvir os pontos de edições mais claramente.             – Ouvir o projeto como a maioria das pessoas ouvem atualmente.

Mas para o trabalho cotidiano de masterização, eles têm várias desvantagens em relação aos monitores:

– “Panning and imaging” são bem mais difíceis de julgar em fones de ouvido do que em monitores.
– Não há imagem fantasma: com os monitores, a parte do som que vem do alto – falante esquerdo é buscada pelo ouvido direito e vice-versa. Estas diferenças de regulagem de tempo “inter-auriculares” é o que dá a profundidade da música e uma sonoridade mais realista. O nosso cérebro usa uma combinação da intensidade espectral para determinar a posição dos vários sons que contém uma música.
– A maior parte dos fones de ouvido colorem o som e não cobrem a faixa inteira de freqüências auditivas.
– Escutar através de fones de ouvido durante muitas horas te deixa bem mais cansado do que escutar em monitores com alto-falantes.

Ainda tentando responder a questão…

Um bom argumento para se usar os fones seria levar em consideração o fato de que a cada dia, mais música está sendo escutada em fones de ouvido nos celulares do que nos sistemas com alto-falantes, mas, na minha opinião, se a música soar muito bem em um sistema de monitores, ela provavelmente soará bem em qualquer lugar, inclusive nos fones de ouvido.

Os Fones de ouvidos atuais estão cada vez melhores, pois a indústria de fones tem investido fortemente nesse segmento e por fim, se a acústica da sua sala é muito pobre, um bom fone de ouvido pode ser a sua salvação.

Eu estou usando um fone HD 800 da Sennheiser balanceado ligado ao amplificador HDVD 800 direto da console Maselec MTC-1 para fazer um ajuste fino na compressão e ouvir a Master Final e isto tem sido muito útil no meu processo e tenho notado  também que cada vez mais, os produtores e artistas gostam de conferir aqui na Classic Master, a Master final dos seus projetos em seus próprios fones.

GLENDA GIRALDI
Atendimento e Marketing

Glenda Giraldi Soila, graduada em produção fonográfica e pós graduada em Music Business pela Universidade Anhembi Morumbi (Sao Paulo, Brasil) e formada em Pro Tools pela Avid Brasil.

Trabalhou como técnica de audio no Teatro da Rotina, por onde passaram grandes nomes da música independente, como Na Ozzetti e Ceumar.

Atualmente cuida das relações públicas da Classic Master Brasil, onde já participou de projetos como Ivete Sangalo, Victor e Leo, Lenine e Chico César e foi responsável por todo o acervo de áudio desde a fundação do estudio.

CARINA RENÓ
Assistente de Masterização (Classic Master Brasil)

Graduada em Propaganda & Marketing pela UNIP e com formação em Produção de Áudio na Academia de Áudio OMID, atualmente cursa Educomunicação na ECA-USP.

Atuou por 7 anos, na produtora Trilha Original Estúdio, adquirindo experiência com produção de áudio para publicidade, teatro, cinema e tv, atendendo programas como Instrumental Sesc Brasil, Super Libris e Sala de Cinema, longas-metragens como Florbela e O Amuleto e espetáculos das cias de teatro Le Plat Du Jour e Pia Fraus.

Desde 2015 é parte da Classic Master nas áreas de atendimento e como assistente do engenheiro de masterização Carlos Freitas colaborou com projetos como Chico César – Estado de Poesia Ao Vivo, Ivete Sangalo – ao Vivo Em Trancoso, Lenine – Em Trânsito, 5 a Seco – Síntese, Banda Mais Bonita Da Cidade – De Cima do Mundo Eu Vi O Tempo, Maria Beraldo – Cavala, Pato Fu – Música de Brinquedo 2, Clara Castro – Caostrofobia, Julia Branco – Soltar Os Cavalos, Paulinho Moska – Beleza e Medo, Cólera – Acorde! Acorde! Acorde!, Luiz Melodia – Zerima e João Bosco – Mano Que Zuera.

NATALIA HERRERA
Ass. de Masterização (Classic Master Latino América)

Natalia Bohórquez Herrera, formada em produção musical e fonográfica da Universidade Anhembi Morumbi (Sao Paulo, Brasil), e como DJ e Produtora pela escola DNA Music (Bogotá, Colombia),  complementou seus estudos na área de Masterização na Berklee School of Music.

Na sua carreira tem trabalhado como assistente de edição e mastering em projetos de artistas nacionais e internacionais, como Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Djavan, Paralamas do Sucesso, Barbatuques, Arnaldo Antunes, Jota-Quest, Lenine, Richard Lane, Buendia, Angela Cervantes, Marinah, entre outros.

Radicada atualmente na cidade de Bogotá, continua trabalhando como assistente de masterização da Classic Master SP e  é representante oficial para Classic Master Latinoamérica.

CARINA RENÓ
Assistente de Masterização
CARLOS FREITAS
Engenheiro de Masterização

Carlos Freitas é engenheiro de áudio há 33 anos e proprietário do estúdio de masterização Classic Master localizado em São Paulo.

Estudou na Berklee School of Music e na Faculdade Casper Líbero. Ao longo de sua carreira trabalhou com grandes artistas nacionais e internacionais, tais como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Toquinho, Tom Jobim, Milton Nascimento, João Gilberto, Roberto Carlos, Djavan, Ed Mota, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Luciana Souza, Céu, Ivete Sangalo, J-Quest, Titãs, Ira!, RPM, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Zélia Duncan, Maria Rita, Lenine, Aline Barros, Bon Jovi, Alice in Chains, Seal, Prince, Guns n Roses, Simple Red, George Michael, Filarmonicas de NY , Leningrado, Moscou e Israel, OSESP entre tantos outros nomes.

Em 2016, participou das Olimpiadas do Rio de Janeiro masterizando todo o áudio utilizado na cerimónia de encerramento para a transmissão em televisão e também para a apresentação no Maracanã.

Possui 8 indicações ao Grammy Latino na categoria “Engenharia de Audio” nos anos de 2006, 2009, 2011, 2012, 2013 e 2016 e diversos trabalhos indicados e premiados pelo Grammy e Grammy Latino e, nos anos de 2000, 2002 e 2011, recebeu o prêmio PA promovido por Otavio Brito de “Melhor Profissional de Masterização” e em 2016 e 2017, recebeu o prêmio “Profissionais da Música” na categoria melhor engenheiro de masterização.