Masterização em Analógico ou Digital? Que tal os Dois?

Masterização em Analógico ou Digital?

Vá em qualquer loja de discos de discos de vinil usados e você vai encontrar centenas de gravações analógicas com o som bom e outras centenas bem ruins, assim como milhares de CDs atuais, que foram produzidos digitalmente também com o som bom e ruim.

Como eles foram gravados, mixados e masterizados, em analógico ou digital?

A questão é que isso não tem a menor importância no processo de gravação e de masterização de um álbum. O que importa mesmo, é como você reage ao que você está ouvindo e o que você faz com essa informação durante o processo de masterização.

Ser um bom engenheiro de masterização é saber como resolver problemas. Quanto mais você lida com esses problemas, mais habilidades você desenvolve e são essas habilidades que te permitem identificar rapidamente um problema e saber como corrigi-lo.

Qualquer um pode abrir um T-Racks no computador e masterizar uma canção, ainda mais se o único objetivo é atingir um valor de RMS determinado. O problema é quando a mixagem dessa canção contém vários pequenos defeitos como excesso de grave gerado pelo uso extremo do limiter, o desequilibrio de instrumentos, sibilado em excesso , falta de punch e chiado. São esses pequenos problemas que vão acabar com o seu trabalho.

Olhando bem para isso, não vale a pena discutir se o processo de masterização é analógico ou digital e sim, quais as ferramentas adequadas e aplicadas para a solução de cada problema.

Cabe ao engenheiro de masterização decidir qual o processo e ferramentas adequados a uma determinada situação e quando e como aplica-los, independentemente se são ferramentas analógicas ou digitais.

O processamento digital é bastante surpreendente, totalmente transparente e fiel à fonte original, sem falar da facilidade de recall, em compensação, o analógico, embora também tenha o seu som muito próximo da fonte original, tem sempre um timbre diferente e é bem mais admirado pela coloração que fornece pelas suas deficiências técnicas. Isso é bem perceptivel quando usamos os tapes analógicos que geram um pouco de chiado e não respondem fielmente a determinadas frequências proporcionando exatamente esse timbre diferenciado e sempre admirado.

Eu uso uma mistura de ambos. Há momentos em que eu quero transparência e não quero alterar o som da mixagem na masterização. Isso vale para projetos de piano solo por exemplo, entretanto, há casos em que eu uso os equipamentos analógicos para melhorar a mixagem, como o uso de um compressor a válvula ou “passar” a mixagem pelo tape de meia polegada para criar um timbre diferente como projetos de rock e reggae.

Durante o processo de masterização do áudio da cerimônia de encerramento das olimpíadas, eu optei pelo processamento digital unicamente pela agilidade e rapidez dos recalls, que foram centenas, utilizando apenas os plug-ins da Manley UAD e fiquei muito satisfeito com o resultado.

Lenine Rio 2016

 

A Conclusão final é que um engenheiro de masterização habilidoso, vai fazer sempre uma grande masterização, independente das ferramentas e em qualquer Formato.

GLENDA GIRALDI
Atendimento e Marketing

Glenda Giraldi Soila, graduada em produção fonográfica e pós graduada em Music Business pela Universidade Anhembi Morumbi (Sao Paulo, Brasil) e formada em Pro Tools pela Avid Brasil.

Trabalhou como técnica de audio no Teatro da Rotina, por onde passaram grandes nomes da música independente, como Na Ozzetti e Ceumar.

Atualmente cuida das relações públicas da Classic Master Brasil, onde já participou de projetos como Ivete Sangalo, Victor e Leo, Lenine e Chico César e foi responsável por todo o acervo de áudio desde a fundação do estudio.

CARINA RENÓ
Assistente de Masterização (Classic Master Brasil)

Graduada em Propaganda & Marketing pela UNIP e com formação em Produção de Áudio na Academia de Áudio OMID, atualmente cursa Educomunicação na ECA-USP.

Atuou por 7 anos, na produtora Trilha Original Estúdio, adquirindo experiência com produção de áudio para publicidade, teatro, cinema e tv, atendendo programas como Instrumental Sesc Brasil, Super Libris e Sala de Cinema, longas-metragens como Florbela e O Amuleto e espetáculos das cias de teatro Le Plat Du Jour e Pia Fraus.

Desde 2015 é parte da Classic Master nas áreas de atendimento e como assistente do engenheiro de masterização Carlos Freitas colaborou com projetos como Chico César – Estado de Poesia Ao Vivo, Ivete Sangalo – ao Vivo Em Trancoso, Lenine – Em Trânsito, 5 a Seco – Síntese, Banda Mais Bonita Da Cidade – De Cima do Mundo Eu Vi O Tempo, Maria Beraldo – Cavala, Pato Fu – Música de Brinquedo 2, Clara Castro – Caostrofobia, Julia Branco – Soltar Os Cavalos, Paulinho Moska – Beleza e Medo, Cólera – Acorde! Acorde! Acorde!, Luiz Melodia – Zerima e João Bosco – Mano Que Zuera.

NATALIA HERRERA
Ass. de Masterização (Classic Master Latino América)

Natalia Bohórquez Herrera, formada em produção musical e fonográfica da Universidade Anhembi Morumbi (Sao Paulo, Brasil), e como DJ e Produtora pela escola DNA Music (Bogotá, Colombia),  complementou seus estudos na área de Masterização na Berklee School of Music.

Na sua carreira tem trabalhado como assistente de edição e mastering em projetos de artistas nacionais e internacionais, como Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Djavan, Paralamas do Sucesso, Barbatuques, Arnaldo Antunes, Jota-Quest, Lenine, Richard Lane, Buendia, Angela Cervantes, Marinah, entre outros.

Radicada atualmente na cidade de Bogotá, continua trabalhando como assistente de masterização da Classic Master SP e  é representante oficial para Classic Master Latinoamérica.

CARINA RENÓ
Assistente de Masterização
CARLOS FREITAS
Engenheiro de Masterização

Carlos Freitas é engenheiro de áudio há 33 anos e proprietário do estúdio de masterização Classic Master localizado em São Paulo.

Estudou na Berklee School of Music e na Faculdade Casper Líbero. Ao longo de sua carreira trabalhou com grandes artistas nacionais e internacionais, tais como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Toquinho, Tom Jobim, Milton Nascimento, João Gilberto, Roberto Carlos, Djavan, Ed Mota, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Luciana Souza, Céu, Ivete Sangalo, J-Quest, Titãs, Ira!, RPM, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Zélia Duncan, Maria Rita, Lenine, Aline Barros, Bon Jovi, Alice in Chains, Seal, Prince, Guns n Roses, Simple Red, George Michael, Filarmonicas de NY , Leningrado, Moscou e Israel, OSESP entre tantos outros nomes.

Em 2016, participou das Olimpiadas do Rio de Janeiro masterizando todo o áudio utilizado na cerimónia de encerramento para a transmissão em televisão e também para a apresentação no Maracanã.

Possui 8 indicações ao Grammy Latino na categoria “Engenharia de Audio” nos anos de 2006, 2009, 2011, 2012, 2013 e 2016 e diversos trabalhos indicados e premiados pelo Grammy e Grammy Latino e, nos anos de 2000, 2002 e 2011, recebeu o prêmio PA promovido por Otavio Brito de “Melhor Profissional de Masterização” e em 2016 e 2017, recebeu o prêmio “Profissionais da Música” na categoria melhor engenheiro de masterização.