Tiê grava o primeiro DVD no Rio com produção de Paul Ralphes.

Registro audiovisual da cantora acontece no fim deste mês de junho em show com músicas inéditas e ‘releituras’ de sucessos alheios.

Tiê faz o primeiro registro audiovisual de show na cidade do Rio de Janeiro (RJ), na segunda quinzena deste mês de junho, com produção musical de Paul Ralphes.

A gravação do DVD será realizada em show inédito cujo roteiro deverá incluir Longe de mim, música lançada pela cantora e compositora paulistana em single posto ontem, 7 de junho, em rotação nas plataformas de música.

O Masterização do DVD será feita aqui na Classic Master.

Por que a Apple decidiu pelo fim do iTunes e o que isso significa?

A empresa optou por encerrar a era do player clássico criado em 2001. Mas quais os impactos disso para os amantes da música?

Revista Rolling Stone Brasil

Os últimos dias foram repletos de rumores sobre a suposta morte do iTunes. Mas, na última segunda, 3, a Apple anunciou que a situação, apesar de apresentar mudanças, não é tão dramática quanto a internet sugeria.

O tão amado player que acompanhou incontáveis iPods não vai chegar ao fim, mas vai, para explicar de forma simples, ser dividido em três outros serviços. Essa decisão vem como uma forma de tentar resolver uma das maiores reclamações: a de que haviam sido adicionadas funcionalidades demais ao iTunes, o que impedia o programa de exercer simples e tranquilamente sua função primária: tocar música.

Essas três apps já são familiares. Primeiro, o próprio Apple Music, que tem como objetivo oferecer única e exclusivamente aquilo que seu nome diz, e claro, será voltado para os assinantes do serviço de streaming.

Os outros dois serão o Apple Podcasts e Apple TV. Ou seja, houve apenas a separação de tudo aquilo que existia dentro do nome iTunes.

Mas o que isso significa para os amantes de música? Separamos algumas perguntas que podem ser úteis para entender essa nova fase da Apple.

Minha biblioteca do iTues vai desaparecer? 

Não. De acordo com um comunicado oficial divulgado pela empresa, os usuários “terão acesso a suas bibliotecas inteiras, independente se forem músicas baixadas, compradas ou extraídas de um CD”. Então não se preocupem.

A loja do iTunes vai fechar?

Não também. Se você é daqueles que gosta de comprar suas próprias músicas individuais ou discos ao invés de apenas baixar em um aplicativo de streaming, pode ficar tranquilo que essa opção continuará disponível.

O aplicativo Apple Music vai funcionar em Windows?

E mais uma vez a resposta é não. Afinal de contas, a Apple nunca fez muita questão em aderir à integração de dispositivos que não fizessem parte da sua própria marca.

Qual o modelo mais antigo de Mac que irá suportar os novos apps?

A Apple ainda não divulgou essa informação. Mesmo assim, não podemos esquecer que a fabricante não constuma oferecer muito suporte para dispositivos minimamente antigos. mas aguardaremos a revelação oficial para tirar nossas próprias conclusões.

Mariana Aydar dança conforme a música junina no segundo EP do álbum ‘Veia nordestina’

Por Mauro Ferreira G1

Sem radicalismo estético, Mariana Aydar bombeia batidas mais tradicionais do universo musical forrozeiro no EP Veia nordestina II, programado para chegar ao mercado fonográfico na próxima sexta-feira, 7 de junho, com gravações candidatas aos playlists dos arraiais.

Dois meses após lançar o primeiro dos quatro EPs que darão origem em outubro ao sexto álbum da artista, Veia nordestina, Aydar apresenta mais três músicas do disco em gravações inéditas.

Se o primeiro volume evidenciava beats mais contemporâneos nas três faixas, o EP Veia nordestina II dança basicamente conforme a música das festas juninas.

No disco, a cantora dá voz a arrasta-pé típico das quadrilhas de São João, a xote de formato usual e a samba à moda forrozeira do centenário Jackson do Pandeiro (1919 – 1982). Mesmo dentro desse molde tradicional, Aydar põe temperos contemporâneos nas três gravações.

Veia Nordestina -II

Rastapé de autoria de Isabela Moraes (compositora pernambucana nascida em Caruaru, uma das cidades prioritárias no circuito junino do nordeste do Brasil), São João do Carneirinho (2013) emula a pegada rítmica de sucessos do gênero para reforçar as imagens da letra sensorial.

A faixa costura o toque da sanfona de Mestrinho com os sons sintéticos do MPC de Bruno Marques, as guitarras pretensamente psicodélicas de Rafa Moraes, a percussão da zabumba de Feeh Silva e a marcação do baixo de Magno Vito.

Isabela de Moraes também é a autora de outra composição do EP Veia nordestina IIRepresa é xote de levada e temática comuns, gravado por Aydar com a formação habitual do forró de pé-de-serra, mas com a marcação da bateria Pupillo Oliveira.

Parceria de Aydar com Jorge de Altinho, compositor pernambucano conhecido no circuito nordestino, Xilique é a faixa mais interessante do EP por apresentar samba forrozeiro de tom feminino, com a vitalidade desse gênero cuja linhagem foi dilatada nos anos 1950 por Jackson do Pandeiro.

Cantora que debutou como backing vocal da banda do cantor Miltinho Edilberto e que integrou banda de forró, Caruá, antes de ganhar notoriedade na cena musical contemporânea da cidade natal de São Paulo (SP), Mariana Aydar faz aflorar a veia nordestina com legitimidade, indo na contramão do padronizado forró eletrônico que domina o mercado na região, inclusive neste festivo mês de junho.

Veia Nordestina II foi masterizado aqui na Classic Master pelo carlos Freitas.

Banda Zil reaviva fusão de jazz e MPB em disco ao vivo que perpetua show gravado em 2016

Por Mauro Ferreira G1

Reagrupada em 2015 para reavivar a fusão de MPB com jazz e world music que apresentou nos anos 1980, a Banda Zil gravou, em 19 de maio de 2016, uma apresentação do septeto no Cultural Bar, em Juiz de Fora (MG).

Três anos depois, o registro do show gera o primeiro álbum ao vivo da banda. Zil ao vivo (MP,B Discos / Som Livre) está sendo lançado neste mês de maio de 2019 em que coincidentemente Zé Renato – um dos integrantes do grupo – lança o primeiro álbum do Boca Livre em seis anos.

Zil ao vivo recicla o repertório do até então único álbum do septeto, o cultuado Banda Zil, lançado em 1987 e reposto em catálogo em 2016 em edição digital.

Tocado com a sonoridade original da Zil, o repertório do disco ao vivo rebobina temas como Ânima (Zé Renato e Milton Nascimento, 1981), Benefício (Zé Renato e Hamilton Vaz Pereira, 1987), Jequié (Moacir Santos, 1966, com letra de Aldir Blanc, 1987), Maromba (Ricardo Silveira e Paulinho Soledade, 1987), Pegadas frescas (Zé Renato e Hamilton Vaz Pereira, 1987), Suíte gaúcha (Marcos Ariel, 1987), Tupete (Zé Renato e Claudio Nucci, 1987) e Zarabatana (Zé Renato, 1981).

Indo além do álbum de estúdio de 1987, a banda aborda no disco Zil ao vivo um tema dos Beatles, Blackbird (John Lennon e Paul McCartney, 1988).

Criada em 1986 e dissolvida em 1988, a Banda Zil se reagrupou há três anos com a formação original do septeto integrado por Claudio Nucci (violão e vocais), João Batista (baixo e vocais), Jurim Moreira (bateria), Marcos Ariel (teclados), Ricardo Silveira (guitarra) e Zé Nogueira (saxofone e vocais), além do já mencionado Zé Renato (violão e vocais).

Zil ao Vivo foi produzido pelo Zé Nogueira, mixado pelo Marcio Gama e masterizado aqui na Classic Master pelo Carlos Freitas.

Vanessa da Mata canta com Baco Exu do Blues no sétimo álbum de estúdio.

Por Mauro Ferreira G1

Programado para ser lançado na próxima sexta-feira, 31 de maio, o sétimo álbum de estúdio de Vanessa da Mata, Quando deixamos nossos beijos na esquina, tem a participação de Baco Exu do Blues. O rapper baiano figura na música Tenha dó de mim.

Precedido pelo single Só você e eu, delícia pop da lavra intuitiva da compositora mato-grossense, o álbum alinha 11 músicas no inédito repertório autoral e é o primeiro em que Vanessa da Mata assina a produção musical.

Dance um reggae comigoDebaixo da saia delaNossa geração e Vá com Deus são composições incluídas no repertório.

Capa do álbum ‘Quando deixamos nossos beijos na esquina’, de Vanessa da Mata — Foto: Divulgação

Quando deixamos nossos beijos na esquina é o primeiro álbum de estúdio de Vanessa da Mata desde Segue o som (2014), lançado há cinco anos com repertório aquém do histórico autoral da artista.

O Álbum foi produzido pela própria Vanessa, mixado por Ronaldo Lima e Guilherme Gautreaux e foi Masterizado aqui na Classic Master pelo Carlos Freitas.

Lulu Santos celebra o paraíso do amor em álbum com lampejos da luminosidade pop do artesão.

Disco ‘Pra sempre’ é a trilha sonora da união afetiva do cantor com Clebson Teixeira.

Por Mauro Ferreira G1

Cordas orquestradas pelo maestro Eduardo Souto Neto abrem o álbum Pra sempre, lançado hoje por Lulu Santos, sugerindo a trilha sonora de um amor de cinema.

As cordas são o prólogo de Radar, primeira música deste disco conceitual e autoral em que o artesão do pop brasileiro versa sobre o amor pelo modelo e analista de sistemas Clebson Teixeira, com quem Lulu está casado há um ano em união oficializada em abril deste ano de 2019.

Produzido pelo DJ Marcello Mansur, o Memê, o álbum Pra semprecelebra o paraíso do amor de Lulu e Clebson em músicas que exibem lampejos da luminosidade pop deste ourives da canção. Com potencial para hit radiofônico se o disco estivesse sendo lançado nos anos 1980 e 1990, décadas em que Lulu foi um dos donatários das paradas, Radarsinaliza o tom direto das letras.

Pra sempre – Lulu Santos

Não espere a poesia pop(ular) de um Antonio Cicero ou de um Nelson Motta, parceiros de Lulu em outras estações do amor. Solitário na escrita das oito canções autorais que compõem o repertório, Lulu Santos vai direto ao ponto com entusiasmo ginasial: o bem que ele, Clebson, faz ao último romântico.

Para o ouvinte que acompanha Lulu desde que o compositor foi empilhando joias do pop nacional a partir de 1981, amealhando tesouro das juventudes de seguidas gerações, canções como a música-título Pra sempre (gravada com evocação do acento black do R&B) e Tão real(com refrão insinuante da habilidade do pop) provavelmente soarão como mais umas de amor do autor.

Para Lulu Santos, elas talvez sejam momentaneamente as canções mais importantes de uma vida que, aos olhos externos, parece mais feliz desde que Clebson chegou.

Na onda dessa paixão, Lulu concebeu álbum íntimo e pessoal, para usar expressão-clichê pertinente para caracterizar disco cujas letras estão repletas de compreensíveis clichês e chavões românticos.

O teor de novidade do repertório não é alto pelo fato de o álbum Pra sempre já ter sido precedido pela divulgação das músicas Orgulho & preconceito (eternizada em single lançado em agosto de 2018), Hoje em dia (lançada em single em setembro de 2018 e ouvida em Pra semprena gravação que faz o álbum se banhar na praia do reggae) e Gritos & sussurros (mostrada em dueto com Michel Teló, em 25 de setembro de 2018, na final da última temporada do programa The Voice Brasil). No disco, Gritos & sussurros reaparece sem a voz Teló e com o célebre toque da guitarra havaiana de Lulu.

De novidade, há o blues Ser ou não ser (Véi…) – gravado com o toque de músicos recorrentes na discografia recente do cantor, como o baixista Jorge Ailton – e a união de Lulu com o trio paulistano O Terno, responsável por armar a cama instrumental por onde sobe e desce a canção Lava.

A assinatura pop de Lulu é tão forte que a presença do Terno pouco sobressai em álbum feito basicamente com os beats de Memê e os teclados de Hiroshi Mizutani e Danilo Andrade.

Única música não assinada por Lulu, a canção The look of love (Burt Bacharach e Hal David, 1967) é diluída em atmosfera sintetizada. The look of love é tema lançado em trilha sonora de filme, Cassino Royale, e se ajusta ao conceito do disco porque, em essência, o álbum Pra sempreé a trilha sonora de um amor de cinema vivido por Lulu Santos com Clebson Teixeira com direito a todos os clichês do gênero.

Pra Sempre foi masterizado aqui na Classic Master pelo Carlos Freitas,

Chico Rigo: “Uma hora a gente vai embora, mas os discos ficam pra sempre. Esse é o nosso propósito na Terra.”

A Avenida Paulista aberta aos domingos e feriados foi uma das grandes conquistas do povo desta cidade. Não é novidade que viver em São Paulo custa caro, então, essa iniciativa da prefeitura durante a gestão de Fernando Haddad, foi um grande passo em vários quesitos, sendo o mais importante, na minha opinião, o acesso à cultura. 

Quando falamos de acesso, precisamos também pensar em preço. E tudo que leva preço, reduz o acesso. E a Paulista pode oferecer cultura, arte, informação, socialização… tudo isso e muito mais de graça! E seguindo nessa linha, podemos encontrar em toda a extensão da avenida, músicos e bandas de todo o tipo. Tem jazz, blues, rock, rap, hip hop… Sorte nossa!

E foi numa dessas minhas andanças por lá que ouvi de longe o som de uma banda que me lembrou Led Zepellin. Eles haviam conquistado uma plateia considerável, e pude ver que não era apenas o som. 

O visual também era bem anos 70 e as pessoas ao redor aplaudiam a cada música finalizada, ficando para ouvir mais. Eu também fiquei. O nome da banda era Picanha de Chernobill.

Na formação, temos Matheus Mendes (voz e contra-baixo), Chico Rigo (segunda voz e guitarra) e Leonardo Ratão (bateria e percussão). Os três são figuras muito carismáticas, e me chama a atenção a alegria persistente neles mesmo em dias tão difíceis e avessos a tudo que envolve cultura e arte. 

Permanecer alegre também é um ato de resistência. E digo isso com toda a tranquilidade, pois a banda não faz a menor cerimônia: eles se posicionam politicamente, e, Chico Rigo, que é a figura que acompanho nas redes sociais, está sempre se manifestando, procurando uma forma de informar os seguidores, incentivando o pensamento crítico, valorizando a literatura nacional, a arte, a música, a liberdade de expressão e a democracia. 

Picanha de Chernobill realmente rala nas ruas. Os caras vieram do Rio Grande do Sul e estão em São Paulo desde 2013. Eles fazem da cidade o palco que eles precisam, e vejo isso com muito carinho, pois como boa paulistana, apesar dos pesares, fico feliz quando alguém de fora demonstra amor por esta cidade.

Em todos os shows eles tocam covers de bandas consagradas, como Beatles, Led Zepellin, Jimmy Hendrix… Além das ótimas músicas autorais! 

O primeiro álbum da banda foi homônimo, o segundo se chama ‘O Velho e o Bar’ e o terceiro trabalho foi o ‘Conto, a Selva e o Fim’, que teve seu lançamento possível graças ao crowdfunding feito com sucesso em 2016. Desde que chegaram em São Paulo já fizeram mais de mil shows pelas ruas da cidade. 

Em 2017 a banda tocou no Rock in Rio e em novembro do mesmo ano eles fizeram a primeira turnê pela Europa, se apresentando em 4 países. Em 2018 foi a vez de realizar a segunda tour europeia por mais de 20 cidades nos 5 países que visitaram.

Confira a entrevista exclusiva que o guitarrista Chico Rigo concedeu à Hedflow:

Dani – Quando vocês vieram para São Paulo, qual era a maior ambição da banda?

Chico – A gente veio pra São Paulo pra tentar viver do rock. A gente veio em 2012 pra cá, numa turnê com a banda Os Vespas, tem até um documentário no Youtube chamado Procuro Sonhos No Varal (O Retrato de Uma cena), que é sobre essa viagem, sobre esse primeiro contato que a gente teve com São Paulo. A gente morava em Porto Alegre, e viu que aqui tinha mais oportunidades, que era maior, não só São Paulo, mas o interior também, as cidades todas grandes, também pra estar mais no centro do país, poder circular mais. Viemos com intuito mesmo de poder viver como músico, pagar as nossas contas com a banda fazendo o nosso som.

Dani – Vocês já tocaram no programa do ‘Luciano Huck’, no ‘Ratinho’, no Rock in Rio… Momentos que representam uma conquista da banda em relação ao alcance  ‘mainstream’. Rola uma tentação em entrar para o ‘hype’, tentar tocar o mais do mesmo e se manter na mídia?

Chico – Na real, o Rock é underground no Brasil, né? Dificilmente o rock foi mainstream no Brasil, teve poucos momentos na história mais moderna da música… E tocar em programa é legal, sempre que vou nesses programas eu lembro de eu assistindo os videos do ACDC no começo da banda nos anos 70, naqueles programas de auditório, e eu sempre acho divertidíssimo, tu nem sabe que programa é, mas é muito massa tu ver a banda. Então sempre que a gente tem a oportunidade de ir na imprensa, em algum festival, é pra mostrar nosso som pra outras pessoas. Eu acho que a mídia, a TV, não tem mais a preponderância agora que tinha antigamente, então, o sucesso tá muito mais no sucesso que tu consegue ganhar na internet do que propriamente na televisão. Claro que a gente quer ser o mais conhecido possível. Não pela questão do sucesso, acho até que isso não é nem legal, acaba estragando muito a banda. Mas mais no sentido da gente poder tocar por todo o Brasil, que o povo goste. Meu sonho sempre foi que o povo gostasse do som da Picanha, muito mais do que o público roqueiro, ou o público intelectual. Eu gostaria que a gente fosse que nem o Raul, sabe? Que o povo curta. Mas obviamente a gente faz o nosso tipo de som, e nunca vai se vender, nunca vai fazer que não esteja de acordo com o que a gente acha pra conquistar as coisas, porque o mais importante é a música, é o que fica.

Dani – O que faz com que vocês permaneçam leais ao som da Picanha de Chernobill?

Chico – A Picanha é uma banda que é muito diferente. Qual é o som da Picanha? Se tu pegar todos os discos, cada um é muito diferente do outro. Esse próximo que a gente vai lançar também é diferente dos três anteriores. Eu vejo que tem uma evolução, não no sentido de ruim pra melhor, nem seria evolução a palavra, mas eu vejo que tem um amadurecimento do som, porque a gente vai amadurecendo, vai envelhecendo, vai ouvindo mais coisa, tendo mais influências, ficando mais esperto, ficando melhor músico. Então, isso é natural, né? E o que eu acho que o que a gente mais quer é não se repetir, porque as bandas que a gente mais admira são aquelas bandas que não se repetem, né? Tu vai ver Beatles, o que era em 63 e o que era em 70, parece totalmente diferente, então, mostra a evolução dos caras. Mas isso não quer dizer que vai ser melhor ou pior, eu acho que tem que ser o que a gente acha legal, o que a gente curta fazer junto.

Dani – Segundo a Bio no Spotify, a banda já fez mais de 1000 shows nas ruas de São Paulo. Vocês têm alguma história cabulosa ocorrida em alguma dessas apresentações que possa ser dividida com a gente?

Chico – Sobre tocar na rua, bah, eu devia na real ter um diário porque é tanta coisa que às vezes até as pessoas vêm falar com a gente “ah, tu lembra aquela vez que aconteceu tal coisa?” E eu “Bah, é verdade!!”. É muita informação, né? Nesses 5 anos e pouco aí, é muito show, é muita coisa. Desde coisas muito legais a coisas não tão legais, mas sei lá, eu já levei cagada de pombo na primeira música, eu não tinha chegado nem no refrão, o pombo cagou tudo em cima de mim, foi foda. Foi ali no Buraco da Minhoca, nome sugestivo, né? Buraco da Minhoca, e leva uma cagada de pombo. Bah, teve uma vez que uma velhinha deu umas bengaladas na cabeça do baterista pra ele parar de fazer o som. Tocar com o Suplicy foi sempre legal, a gente já tocou sete vezes com ele na rua. Putz, tem tanta coisa. Ver criança dançando, fazer jam com outros músicos que a gente admira. Eu acho que tem mais coisas legais assim no sentido de tu ver uma velhinha fazendo pole dance na placa de sinalização, ou sei lá, um cara fazendo apoio lá na frente, ou uma criança fingindo que toca guitarra do lado, idosos dançando, tem muita coisa legal assim, né? Não tem uma coisa particularmente de outro planeta. Mas também já deu pau, já deu briga na frente, já mal começou a tocar a primeira música aí começa a chover e isso é um saco, cara. Isso acontece muito, a chuva… a chuva é uma desgraça. Mas faz parte, né?

Dani – São Paulo é a cidade cinza onde tudo acontece. O que esta grande metrópole representa para a Picanha de Chernobill?

Chico – Eu acho que São Paulo não é cinza. São Paulo é tão cinza quanto qualquer outra cidade grande. São Paulo é muito colorida e com muitas coisas boas e muitas coisas ruins, né? Aqui os picos de coisas são muito fortes. É uma desigualdade terrível que faz ela parecer ser a pior cidade do mundo, mas por outro lado, ela tem muitas e muitas milhões de pessoas legais e que consomem cultura e que lutam pra viver numa cidade melhor. Então, acho que São Paulo é muito louca, né? Ela tem essa dicotomia muito forte, mas é uma cidade que quando a gente veio pra cá a gente tomou como nossa. A gente tá morando aí, então vamos lutar pra que ela seja melhor, né? E pra nós, representa o lugar onde de fato a gente conseguiu viver do nosso som, que conseguiu fazer turnê pra Europa, conseguiu tocar em festivais, nas televisões, conseguiu se manter com o carinho de muita gente, e ter conhecido milhares de pessoas legais de todo o Brasil, e de todo o mundo que está por aqui, e também os paulistanos e paulistas. A gente gosta de São Paulo, a gente sabe dos defeitos e luta pra melhorar, mas a gente gosta, é o lugar que a gente escolheu, né? A gente não nasceu aqui, a gente escolheu, então, espero que a cidade melhore, que tenha mais arte, e que as pessoas consumam mais arte, porque eu tenho certeza que consumir arte é um alívio pra esse corre do dia a dia aí. E muita gente já veio falar com a gente sobre isso, inclusive, de como é importante, de como foi bom pra elas ouvirem o nosso som enquanto elas estavam trabalhando e tal, então, isso é legal. A gente se sente parte da cidade.

Dani – Você, Chico, é bastante ativo no Instagram e tem sempre usado a plataforma para se manifestar politicamente. Acredito que você represente a opinião da banda quando você faz críticas ao governo atual. Sendo assim, o Chico acredita que a situação política no país tenha afetado de forma negativa a vida de artistas independentes no Brasil? O que mudou na sua opinião?

Chico – Afetou sim porque o país ficou meio dividido, né? Por exemplo, toda vez que a gente toca com o Suplicy e posta na rede social, um monte de gente deixa de seguir, ou quando a gente apoiou a Dilma, ou quando foi contra o golpe em 2016, ou quando a gente apoiou o Haddad na última eleição, muita gente acaba deixando de escutar a banda, e eu fico triste no sentido que é uma pena, né? É uma pena as coisas chegarem neste ponto de radicalismo assim. Então, eu acho que essas pessoas que deixaram de escutar a gente por opinião política podem ou não se arrepender no futuro, né? Na real eu não posso obrigar ninguém a gostar do nosso som, a gente faz o que a gente acha certo, dentro do pressuposto de que todos somos cidadãos e todos temos o direito, numa democracia, de dar opinião, né? Ainda bem que a gente pode dar opinião. Então, a gente sempre se posiciona quando a gente acha necessário e lutamos por um país mais justo, com mais cultura. E a gente espera que as pessoas entendam e respeitem, e não necessariamente tendo que votar em quem a gente vota e tal, mas que curtam o nosso som e que escutem as nossas letras, porque muitas das nossas letras são sobre a realidade social que a gente vive, com pessoas que a gente conhece, que a gente tem contato e não pelo que a gente vê na televisão, então, se o brasileiro conversasse mais entre si, entre as classes, acredito que a gente viveria num país muito menos polarizado e com muito mais gente junto construindo um lugar melhor.

Dani – Vocês mantém a formação em trio, com Matheus, Chico e o Ratão. Até hoje, as alterações que rolaram foram na bateria, mostrando que o grupo é perseverante e não se abate facilmente. O que dá esse gás pra banda?

Chico – Sobre esse negócio de trocar integrante, nossa, é foda, né? É que nem namoro. Não é nem como casamento, é como namoro mesmo. Não é com a primeira namorada que tu vai passar o resto da vida ou com o primeiro namorado que tu vai, né? São questões muito difíceis, né? Pensa o que é fazer rock em português, entendeu? Fazer rock em português que não seja com letra ridícula, entendeu? Pensa no difícil que é isso aí de tu se manter fiel e continuar, seguir e tocar na rua um milhão de vezes, tocar em bar e tocar em tudo que é lugar. Não é só na rua que a gente toca, a gente já tocou em tudo que é lugar. Tocou pra ninguém, tocou pra lugar vazio, tocou pro público da banda que ia tocar depois de nós, sem mais ninguém. Não ganhar nada. Dormir mal nas turnês, nuns lugares muito ruins, então tu tem que querer muito, muito, muito. Tem que ser uma obsessão, sabe? Tem que ser um negócio diário, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Porque é isso aí, a gente não tem férias, a gente que faz nossos discos, que faz nossos clipes, redes sociais, contato pra show, então, acontece isso. Tem gente que durante o processo, encontra outras prioridades, e não quer dizer que estão certos ou errados, né? Por que a vida de cada um é a vida de cada um. E a gente se dá bem com quem já tocou com a banda. Tomara que essa formação fique pra sempre, né? Pelo menos enquanto a gente estiver feliz de fazer som um com o outro.

Dani – E de onde surgiu a ideia para o nome ‘Picanha de Chernobill’?

Chico – Picanha de Chernobill foi uma lenda do rock gaúcho que deu pra nós o nome, João Vitor Sottili.

Dani – Fugindo um pouco do assunto música, sei que vocês são da leitura. Quais livros seriam possíveis de indicar no bate e pronto?

Chico – Sobre livro, tem um monte. É que eu fiz História, então eu leio desde sempre. Eu gosto do ‘Mito do Eterno Retorno do Mircea Eliade’, gosto do ‘Crime e Castigo’ do  Dostoiévski, ‘O Processo’ do Kafka, ‘Rua das Ilusões Perdidas’ do John Steinbeck, ‘O Estrangeiro’ do Albert Camus, ‘O Velho e o Mar’ do Ernest Hemingway (a música O Velho e o Bar é por causa deste livro). Tem vários livros que influenciaram. Quando eu era mais novo, gostava bastante do Stephen King. Eu tava lendo esses dias ‘O Triste Fim de Policarpo Quaresma’ do  Lima Barreto, é genial este livro, é muito bom. Como eu li muito na faculdade livro de história, depois que eu larguei, eu leio pouco de história, leio mais os clássicos, porque se são clássicos é porque são bons, se diz “ou, Led Zepellin é clássico!”, vai ouvir porque se é clássico é que é bom. Eu li muita biografia de banda, de artista, mas não é uma coisa de influência. Gosto de Machado de Assis também.

Dani – Agora ao ‘estilo Marília Gabriela’, contem-nos:

• Um álbum que tenha marcado a vida de vocês: Não tem um álbum. Tem muitos álbuns. Pode ser o ‘Saltimbancos’ do Chico Buarque, eu adorava na minha infância. É muito foda esse disco, é infantil, mas as letras são muito fodas, são políticas e tal, comparando os bichos ao povo, muito massa.
• Um ser humano que seja inspiração:Um só não, né? Acho que a junção de várias pessoas fodas. É que uma pessoa sozinha ela não faz nada, ela precisa estar unida a muita gente foda.
• Você só pode escolher um Beatle, quem seria e o porquê:John Lennon, óbvio, porque eu sou fã do John Lennon antes de saber que existia Beatles, porque o John Lennon além de ter deixado a marca como um excelente músico e ter feito parte da melhor banda, ele também deixou sempre uma preocupação política e social. Tu lembra do John Lennon, tu lembra da palavra PAZ, tu lembra de IMAGINE, tu lembra do ‘GIVE PEACE A CHANCE!’. Então, é muito foda isso, muito foda.
• Um show inesquecível: Tudo se remete ao começo, né? Acho que quando vi meus amigos tocando, e isso me influenciou a tocar, sabe? Eles tinham uma banda lá em Nova Prata, eles eram da mesma idade e eles já tinham banda, sei lá, eu tinha uns onze anos, e ver eles tocarem foi o que me inspirou a aprender a tocar de novo. Eu tinha aprendido novinho, depois eu parei. Ver eles tocarem fez eu querer tocar de novo. Inesquecível pra nós, teve vários. Esse último, ‘Psicodália’, foi muito foda, o último do CCSP também, ter tocado em um monte de lugar foda na Europa é um negócio que a gente nunca tinha pensado. tocar na Europa. E meu primeiro show também, né? Que eu tinha 16 anos, foi foda.
• E por último, assim, fora do ‘mainstream’, quais outros nomes a Picanha de Chernobill acha que nós deveríamos conhecer? Eu curto muito o ‘Teko Porã e Mustache & Os Apaches’, eu acho eles muito fodas. Assim como eu gosto de muitas outras bandas que a gente acaba conhecendo aí. Eu gosto do ‘Peter Hossell & Screwd Blues’, gosto do ‘String Breakers’, do ‘Filipe Dias, do Grande Grupo Viajante’, ‘Molodoys’, ‘Cacá Zingler’, ‘Lucia Zorzi’. Eu curto muito banda que canta a língua do país, sabe? Brasileiro cantando em português, francês cantando em francês. Tem uns caras que a gente viu cantando em Amsterdam na rua , a voz do cara é muito foda, ‘Subterranean Street Society’. Então, é muito foda isso, muito foda.
• Um show inesquecível: Tudo se remete ao começo, né? Acho que quando vi meus amigos tocando, e isso me influenciou a tocar, sabe? Eles tinham uma banda lá em Nova Prata, eles eram da mesma idade e eles já tinham banda, sei lá, eu tinha uns onze anos, e ver eles tocarem foi o que me inspirou a aprender a tocar de novo. Eu tinha aprendido novinho, depois eu parei. Ver eles tocarem fez eu querer tocar de novo. Inesquecível pra nós, teve vários. Esse último, ‘Psicodália’, foi muito foda, o último do CCSP também, ter tocado em um monte de lugar foda na Europa é um negócio que a gente nunca tinha pensado. tocar na Europa. E meu primeiro show também, né? Que eu tinha 16 anos, foi foda.
• E por último, assim, fora do ‘mainstream’, quais outros nomes a Picanha de Chernobill acha que nós deveríamos conhecer? Eu curto muito o ‘Teko Porã e Mustache & Os Apaches’, eu acho eles muito fodas. Assim como eu gosto de muitas outras bandas que a gente acaba conhecendo aí. Eu gosto do ‘Peter Hossell & Screwd Blues’, gosto do ‘String Breakers’, do ‘Filipe Dias, do Grande Grupo Viajante’, ‘Molodoys’, ‘Cacá Zingler’, ‘Lucia Zorzi’. Eu curto muito banda que canta a língua do país, sabe? Brasileiro cantando em português, francês cantando em francês. Tem uns caras que a gente viu cantando em Amsterdam na rua , a voz do cara é muito foda, ‘Subterranean Street Society’.

Picanha de Chernobill vai lançar o 4° álbum da banda, intitulado ‘Sobrevive’.

O disco foi gravado em um sítio na cidade de Itu, interior de São Paulo, e foi masterizado aqui na Classic Master.


Lucy Alves passa o som do Nordeste por massivo filtro pop eletrônico no single ‘Mexe mexe’

G1 por Mauro Ferreira

Qualquer semelhança da batida do single Mexe mexe, de Lucy Alves, com o som sintetizado das músicas mais nordestinas do repertório de Pabllo Vittar terá sido intencional.

Na gravação dessa música de autoria de Pablo Bispo, Bárbara Ohana e Alice Caymmi, a atriz, cantora e versátil instrumentista paraibana passa a música do nordeste do Brasil pelo massivo filtro pop eletrônico da atualidade.

Lucy, cujo nome artístico atual dispensa o “Alves” usado como sobrenome no início da carreira, toca todos os instrumentos da faixa, mas os sons orgânicos desses instrumentos foram reprocessados em estúdio para gerar sintética pegada mais contemporânea.

Disponível a partir de hoje, 17 de maio, o single Mexe mexe tem produção assinada por Alê Siqueira com a própria Lucy e soa em sintonia com a guinada pop esboçada pela artista paraibana há dois anos.

A partir da edição em abril de 2017 do single com a música Caçadora(Bruno Caliman e Cesar Lemos), Lucy se mostrou disposta a entrar na selva do mercadão pop nacional com as armas para se fazer ouvir na indústria da música.

Na capa do single Mexe mexe, a sanfona (instrumento associado à figura de Lucy) e o chão de terra trazido da Paraíba se harmonizam com a sensualidade da artista para traduzir – na foto clicada por Miro sob direção de arte de Pedro Loureiro – a intenção de Lucy de partir do sertão nordestino rumo a um pop mais globalizado que embute alusões à latinidade em alta atualmente no mercado fonográfico.

O Single foi Masterizado aqui na Classic Master pelo Carlos Freitas

Mexe Mexe – Lucy Alves

Premê tem sete álbuns embalados em ‘caixinha’ de CDs que inclui título inédito na discografia do grupo

G1 por Mauro Ferreira

Dois grupos paulistanos formados na segunda metade da década de 1970 sobressaíram, pela vertente do humor, no movimento musical dos anos 1980 conhecido como Vanguarda Paulista.

O grupo Premeditando o Breque surgiu antes, em 1976, mas começou a ganhar visibilidade somente em 1979, ano em que entrou em cena o Língua de Trapo.

Voz ativa da irreverência underground da lira paulistana daquela década vanguardista, o Premê – assim chamado desde 1981, ano do lançamento do primeiro álbum, Premeditando o Breque – tem embalados os seis álbuns da discografia em caixa de CDs lançada neste mês de maio de 2019 pelo Selo Sesc.

Além dos seis álbuns oficiais, a Caixinha do Premê traz um sétimo título inédito na obra fonográfica do grupo, Como vencer na vida fazendo música estranha, álbum cujo repertório inclui músicas nunca incluídas na discografia do Premê. São os casos de Casa de massagem e Zuleika Gaspar, cujas gravações, feitas originalmente para o álbum Quase lindo(1983), foram censuradas na época.

Caixinha do Premê , que foi remasterizada aqui a Classic Master pelo Carlos Freitas, reúne edições em CD dos álbuns Premeditando o Breque (1981), Quase lindo (1983), O melhor dos iguais (1985), Grande coisa (1986), Alegria dos homens (1991), Vivo (1997) e Como vencer na vida fazendo música estranha (2019).

O Premê é formado atualmente por Mário Manga, A. Marcelo Galbetti, Claus Petersen e Wandi Doratiotto.

Zeca Baleiro lança o álbum ‘O amor no caos volume 1’ também tem músicas do artista com Frejat e Paulinho Moska.

G1 por Mauro Ferreira

Com capa que expõe a tela O conquistador, do pintor maranhense Jesus Santos, o 10º álbum solo de estúdio de Zeca Baleiro, O amor no caos volume 1, apresenta a primeira parceria do cantor e compositor com Rincon Sapiência entre as onze músicas do repertório inteiramente autoral.

Com o rapper paulistano, Baleiro assina O linchador, música feita com a adesão do poeta Fernando Abreu, conterrâneo do maranhense Baleiro. Rincon Sapiência participa da faixa.

O Amor No Caos

O álbum O amor no caos volume 1 também traz a participação da cantora Ana A Duártti, convidada da Balada do amor em chamas, canção de Baleiro com o poeta Celso Borges, parceiro já antigo do compositor. Já Cynthia Luz é parceira nova e convidada de Baleiro na música Mais leve.

Precedido pelos singles Te amei ali (Roberto Frejat e Zeca Baleiro), Por minha rua (Dany Lopez e Zeca Baleiro) e Ela nunca diz (Zeca Baleiro), o álbum O amor no caos volume 1 inclui uma quarta música já previamente lançada, mas não na voz de Baleiro.

Parceria do artista com Paulinho Moska, Pela milésima vez foi apresentada no ano passado em álbum de Moska, Beleza e medo(2018).

Eis, na disposição do disco, as onze músicas que compõem o repertório inteiramente autoral de O amor no caos volume 1, álbum lançado em edição digital neste mês de maio de 2019 antes da edição em CD que será lançada pelo selo do artista, Saravá Discos.

O Álbum foi Produzido pelo Zeca Baleiro, mixado pelo Walter Costa e Masterizado aqui na Classic Master pelo Carlos Freitas com assistência da Carina Renó e Glenda Giraldi.

1. Todo super-homem (Zeca Baleiro)

2. Ela nunca diz (Zeca Baleiro)

3. Balada do amor em chamas (Zeca Baleiro e Celso Borges) – com Ana A Duártti

4. Por minha rua (Dany Lopez e Zeca Baleiro)

5. Pela milésima vez (Paulinho Moska e Zeca Baleiro)

6. Mais leve (Zeca Baleiro e Cynthia Luz) – com Cynthia Luz

7. Dia quente (Zeca Baleiro e Joãozinho Gomes)

8. Saudade dá (Zeca Baleiro)

9. Te amei ali (Roberto Frejat e Zeca Baleiro)

10. O linchador (Zeca Baleiro, Fernando Abreu e Rincon Sapiência) – com Rincon Sapiência

11. Outra canção do exílio (Zeca Baleiro)