Anastácia faz a festa dos 80 anos em disco com Alceu Valença, Hermeto Pascoal, Lenine e Roberta Miranda

♪ Batizada com o nome de Lucinete Ferreira ao nascer no Recife (PE) em 30 de maio de 1940, a cantora e compositora conhecida como Anastácia completa 80 anos neste sábado.

A festa está sendo feita em disco intitulado Anastácia 80 e produzido por Zeca Baleiro com Adriano Magoo para celebrar a vida e a trajetória longevas desta artista associada ao universo musical nordestino e projetada como compositora na década de 1970 pela parceria com o então marido Dominguinhos (1941 – 2013) na criação de músicas como Eu só quero um xodó (1973), Sanfona sentida (1973), De amor eu morrerei (1974), Tenho sede (1975) e Contrato de separação (1979).

Anastácia e Zeca Baleiro convidaram vários nomes da música brasileira para a festa fonográfica dos 80 anos da artista. Alceu Valença, Amelinha, Chico César, Flávio José, Hermeto Pascoal, Jorge de Altinho, Lenine, Mariana Aydar, Mestrinho, Oswaldinho do Acordeon e Roberta Miranda estão entre os convidados do álbum Anastácia 80.

Chico César, Oswaldinho do Acordeon e Anastácia na gravação do disco produzido por Zeca Baleiro e Adriano Magoo — Foto: Alexandre Fontanetti

Chico César, Oswaldinho do Acordeon e Anastácia na gravação do disco produzido por Zeca Baleiro e Adriano Magoo — Foto: Alexandre Fontanetti

Primeiro álbum de estúdio de Anastácia desde Ave de arribação – 60 anos de forró e MPB (2015), o disco Anastácia 80 foge da linha retrospectiva do último trabalho da cantora, Eu sou Anastácia, registro audiovisual de show editado em DVD em 2018.

Com inédito repertório autoral, o álbum Anastácia 80 apresenta duas parcerias da artista com Zeca Baleiro – O sertão está chorando e Venha logo, músicas gravadas no disco com as participações de Amelinha e Chico César, respectivamente – e uma sobra inédita garimpada no baú da obra de Anastácia com Dominguinhos, Venceu a solidão, faixa gravada por Anastácia com a voz da cantora Mariana Aydar e com o toque do acordeom de Mestrinho.

Há também novas músicas compostas por Anastácia com a atual parceira, Liane, casos de A sanfona me trouxe pelo braço (faixa gravada com o músico Hermeto Pascoal e com a adesão vocal de Jorge de Altinho) e Contando as estrelas, música formatada com a participação de Roberta Miranda.

Capa do EP 'Anastácia 80 - Lado A', de Anastácia com convidados  — Foto: Divulgação

Capa do EP ‘Anastácia 80 – Lado A’, de Anastácia com convidados — Foto: Divulgação

Desmembrado em dois EPs, intitulados Lado A (disponível em edição digital desde sexta-feira, 29 de maio) e Lado B (previsto para o segundo semestre), o álbum Anastácia 80 mostra a vitalidade desta artista residente na cidade de São Paulo (SP) desde os 20 anos e em cena há mais de seis décadas, tendo pavimentado um caminho coerente ao longo de carreira sedimentada sobretudo no circuito nordestino, mas com alcance em todo o Brasil.

Fernanda Takai recorda o recado terno de Nico Nicolaiewsky em álbum solo

Canção do compositor gaúcho, ‘Não esqueça’ é o segundo single do disco que sai em julho com produção musical de John Ulhoa.

♪ “Não esqueça de lavar as mãos”, recomenda Fernanda Takai em verso que se repete carinhosamente ao fim dos três minutos e 10 segundos da gravação da canção Não esqueça. A advertência na letra dessa balada terna pode sugerir música feita durante a pandemia do coronavírus. Só que é mera coincidência ou alinhamento energético.

Segunda amostra do quarto álbum solo de estúdio da vocalista do grupo Pato Fu, produzido por John Ulhoa e previsto para ser lançado em julho pela gravadora Deck, Não esqueça é música antiga, embora até então inédita em disco. Uma composição de autoria do cantor, compositor, músico gaúcho Nico Nicolaiewsky (1957 – 2014).

Com letra que dá o recado afetuoso de pai para filha, com versos como “Não esqueça que a vida é para viver / Lembre sem medo de esquecer / Não espere saber como vai ser / Saiba que nunca vai saber”, a música Não esqueça pode ser ouvida em single lançado na sexta-feira, 5 de junho, com capa assinada pelo artista plástico Renato Larini.

Não esqueça chega ao mundo quase um mês após o single inicial do vindouro álbum solo de Takai, Terra plana (John Ulhoa, 2020), apresentado em 8 de maio.

Não esqueça chega ao mundo quase um mês após o single inicial do vindouro álbum solo de Takai, Terra plana (John Ulhoa, 2020), apresentado em 8 de maio.

Capa do single 'Não esqueça', de Fernanda Takai — Foto: Renato Larini

Capa do single ‘Não esqueça’, de Fernanda Takai — Foto: Renato Larini

Nico Nicolaiewsky – cabe lembrar – foi artista popularizado nacionalmente pela atuação em Tangos & tragédias, espetáculo musical de atmosfera teatral estreado em 1984 com Nico no papel do maestro Pletskaya.

Marcado pelo humor e pela música, o espetáculo Tangos & tragédias extrapolou as fronteiras do sul do Brasil ao longo dos anos 1990, popularizando Nico, de quem Takai e John Ulhoa foram amigos, colaborando ainda hoje para a preservação da obra do compositor da canção Feito um picolé ao sol (1985). Não por acaso, Ulhoa foi o produtor musical de um disco solo de Nicolaiewsky, Onde está o amor? (2007).

Nico chegou a gravar a canção Não esqueça, como pode ser conferido em registros disponíveis na internet, mas nunca de forma oficial. Na voz de Fernanda Takai, Não esqueça se conecta com o single anterior da artista, Terra plana, balada que propaga recado carinhoso da cantora e de Ulhoa para a filha do casal, dado com a mesma delicadeza que pautou a gravação da canção Não esqueça.


Mahmundi apresenta ‘Mundo novo’ com arte inspirada no isolamento social

♪ “O sol já vai sair / E eu que fico aí / No porão da solidão / Sozinho na multidão”. Os versos da letra da música No coração da escuridão ganham registro de Mahmundi e, mesmo antigos, soam atuais ao serem abordados pela cantora, voz dos verões cariocas.

Parceria de Dadi com Jorge Mautner, apresentada por Dadi em gravação feita com Caetano Veloso para disco editado no Japão em 2005, No coração da escuridão é uma das sete músicas do próximo disco de Mahmundi, Mundo novo, programado para chegar ao mercado fonográfico em 29 de maio.

Embora se situe na fronteira (às vezes tênue) entre álbum e EP, por ter somente sete faixas, o disco Mundo novo está sendo tratado como álbum pela artista e pela gravadora Universal Music. Se enquadrado nesse formato, trata-se do terceiro álbum da cantora, compositora e instrumentista carioca Marcela Vale – o primeiro desde Para dias ruins (2018).

Capa do Album “Novo Mundo”

Assinada pelo artista Gabriel Kempers, a arte multicolorida da capa do disco Mundo novo dialoga com o repertório conectado com o atual estágio da humanidade, confinada em isolamento social neste primeiro semestre de 2020 para deter o avanço do covid-19.

Com a palavra, Kempers: “O conceito visual se desenhou com o desenvolver das músicas do disco. Entendemos o temporal e o cíclico de um novo mundo como uma janela de possibilidades. Mahmundi retratou com precisão o que vivemos atualmente. Esta nova ordem mundial. Todos fechados em suas caixinhas (sem mencionar aqueles que nem caixinhas têm), olhando o mundo através de janelas e telas. Um mundo que, mais do que nunca, precisa de empatia e união”.

O artista detalha a criação: “De modo a construir a narrativa visual, a arte se dividiu em módulos que, juntos, trazem uma ideia de storyboard. Uma história em quadrinhos, onde cada janela representa uma música. Nosso ponto de partida foi a unidade celular, o micro, o introspectivo, o pessoal. A identidade (visual) tem inspiração em diversos artistas, mas principalmente nas formas orgânicas e abstratas da ilustradora turca Gizem Vural e nos traços e tratamentos do artista americano Basquiat”, ressalta Gabriel Kempers.

O repertório mencionado pelo artista visual ao explicar a capa do disco Novo mundo inclui, além da canção No coração da escuridão, a música Sem medo, parceria de Mahmundi com Felippe Lau, já previamente apresentada como single editado em março.

As outras cinco músicas do disco Mundo novo são Mundo novo – Intro (Paulo Nazareth), Nova TV (Mahmundi e Castello Branco), Convívio (Paulo Nazareth), Nós de fronte (Mahmundi e Castello Branco) e Vai (Frederico Heliodoro).

Novo Mundo foi mixado pelo João Miliet e masterizado aqui na Classic Master pelo Carlos Freitas

Ivete Sangalo lança singles com Jão e Vitão em sintonia com ‘Live leve’

♪ Ivete Sangalo aproveitou a Live leve – feita pela cantora em clima mais intimista no início da noite de domingo, 10 de maio – para divulgar dois singles estrategicamente programados para serem lançados no Dia das Mães. São singles gravados pela artista baiana com Jão e com Vitão, em colaborações providenciais, já que tanto os cantores como Ivete integram o elenco da mesma gravadora, Universal Music.

Com Jão, cantor e compositor paulista que despontou em 2018, Ivete canta a inédita balada Me liga, composta por Jão no ano passado em parceria com Diogo Pirraça.

Capa do single 'Me liga', de Ivete Sangalo com Jão — Foto: Reprodução
Capa do single ‘Me liga’, de Ivete Sangalo com Jão

Aparentemente não se trata de sobra do segundo álbum do artista, Anti-herói (2019). De acordo com comentário postado por Jão em rede social, a composição foi feita sem destino certo e sem um disco à vista. “Sempre amei a música e a deixei guardadinha no meu baú, até que Ivete me convidou para participar do EP dela e eu mandei (a canção) pra ela”, contou Jão no post.

Com Vitão, cantor e compositor paulistano que lançou o primeiro EP em março de 2019 e o primeiro álbum em janeiro deste ano de 2020, Ivete faz dueto em música também inédita, Na janela, canção de levada que tende para o R&B contemporâneo.

Capa do single 'Na janela', de Ivete Sangalo com Vitão — Foto: Reprodução
Capa do single ‘Na janela’, de Ivete Sangalo com Vitão

Ambas as gravações foram produzidas por Radamés Venâncio – maestro da banda de Ivete – com Los Brasileros, trio formado pelos compositores e produtores Dan Valbusa, Marcelinho Ferraz e Pedro Dash. Pelo trabalho como produtor musical nos singles, o trio Los Brasileiros aparece creditado como coautor das composições – como é cada vez mais praxe na corrente mainstream do universo pop.

Os dois fonogramas foram lançados nas plataformas de música na forma de singles avulsos e também como single duplo que reúne as duas faixas inéditas.

Suricato recorre à leveza pop folk do Melim para fazer ‘Astronauta’ levitar

Cantor da banda Barão Vermelho apresenta inédita música autoral em single gravado com o trio.

Por Mauro Ferreira G1

♪ A doçura pop folk do Melim dá o tom de Astronautasingle gravado pelo cantor carioca Rodrigo Suricato com a participação do trio fluminense.

As vozes leves dos irmãos Diogo Melim, Gabriela Melim e Rodrigo Melim ajudam a inédita canção Astronauta a levitar com fluência por nichos do universo pop que dificilmente seriam alcançados somente por Suricato.

Vocalista e guitarrista da banda Barão Vermelho, Suricato assina a composição Astronauta em parceria com Maurício Barros, tecladista da formação original do Barão, recentemente reintegrado ao grupo de rock.

A versão suave de Astronauta que aterrissou nas plataformas de áudio em single apresentado na sexta-feira, 24 de janeiro, é uma das sete possibilidades de registros cogitados por Suricato na pré-produção da faixa com o Melim. O tom escolhido soa em sintonia com o clima ameno da canção Astronauta.

Rodrigo Suricato fez bem ao recorrer à leveza pop folk do Melim para fazer o single Astronauta decolar e levitar.

Ivete Sangalo repõe bloco na rua com EP ‘O mundo vai’

EP será lançado em 24 de janeiro com três músicas inéditas, incluindo faixa gravada com o humorista Whindersson Nunes.

Por Mauro Ferreira G1

Duas semanas após ter apresentado o single Pra vida inteira, gravado com Silva, Ivete Sangalo volta ao mercado fonográfico e lança EP, O mundo vai, na próxima sexta-feira, 24 de janeiro.

De tom carnavalesco, a música-título O mundo vai já vem sendo mostrada em shows pela artista desde o fim de 2019. O clipe da faixa foi gravado em 16 de dezembro na Praia do Forte, na Bahia, com figurinos e adereços alusivos aos blocos de rua.

Além de O mundo vai, o EP apresenta outras duas músicas inéditas, Coisa linda – gravada com o humorista Whindersson Nunes – e Não me olhe assim, gravada com Tom Kray, pseudônimo artístico do cantor Tomate, com direito a clipe filmado no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador (BA).

A propósito, todas as músicas do disco O mundo vai ganharam clipes para gerar conteúdo audiovisual, como é (cada vez mais) comum atualmente no universo pop.

O novo EP foi produzido por Radamés Venâncio, mixado pelo Beto Neves e Masterizado pelo Carlos Freitas aqui na Classic Master.

Sapopemba, voz dos terreiros, saúda orixás em disco com canções autorais e tradicionais temas afro-brasileiros

Por Mauro Ferreira G1

Sapopemba – nome artístico do cantor e percussionista alagoano José Silva dos Santos – já foi pintor de parede, mecânico e motorista. Como caminhoneiro, José percorreu estradas que o conduziram a rincões e nichos da cultura afro-brasileira.

O trânsito por esse território ancestral ajudou José a se tornar Sapopemba, nome tomado do bairro da periferia da cidade de São Paulo (SP) para onde se mudou com a familia aos 14 anos. É como Sapopemba que ele se apresenta no álbum Gbọ́, lançado pelo Selo Sesc neste mês de janeiro de 2020.

Gbọ́ – disco cujo título significa “ouça” na língua iorubá – apresenta repertório composto basicamente por saudações a orixás. Algumas são feitas em temas afro-brasileiros de domínio público reverberados na voz rústica de Sapopemba. Outras são cantigas compostas na mesma linha pelo próprio artista, sozinho ou com eventuais parceiros como Guitinho da Xambá.

Coautor de Tatará, canção feita para saudar o orixá Ogum Tatará, Guitinho caracteriza Sapopemba como um maestro sinfônico dos cantos e da percussão, das ancestralidades dos Brasis africanos, indígena e mouro.

“Sapopemba é um misto de natureza pura e homem construído com ferradura. Como muitos guerreiros nordestinos, ainda adolescente, nadou no curso contrário às águas do Velho Chico e seguiu do Nordeste para o Sudeste do Brasil a fim de tentar a vida na urbanidade do estado de São Paulo. Fincou um homem xangozeiro, sertanejo, macumbeiro e cosmopolita, universal por ser único”, conceitua Guitinho em texto escrito para o encarte da edição em CD do álbum Gbọ́.

Sapopemba lança o álbum ‘Gbọ́’ neste mês de janeiro — Foto: José de Holanda / Divulgação

Ao longo de 50 anos de pesquisas, Sapopemba construiu repertório formado por cocos beradeiros de Alagoas, sambas de roda e chulas da Bahia, cantos de Orixás de Nação Angola, cantigas de caboclo e cantigas de roda.

No álbum Gbọ́, os louvores aos orixás dão o tom afro-brasileiro de repertório que inclui canção praieira do buda nagô Dorival Caymmi (1914 – 2008), É doce morrer no mar, lançada em 1941 com versos do escritor Jorge Amado (1912 – 2001).

Com a autoridade de quem já atuou com ogã (espécie de protetor) de terreiros de Candomblé, Sapopemba sabe o que diz e canta, em português ou em dialetos africanos, neste álbum gravado com a voz da cantora Patrícia Bastos – convidada de Ori Dje Dje, canção para Iemanjá composta por Sapopemba – e com o toque da guitarra de Kiko Dinucci em temas como KavungoN’Zaze e Oyá.

Jota Quest anuncia o décimo álbum de estúdio e documentário sobre a banda

Por Mauro Ferreira G1

Nos correntes anos 2010, o Jota Quest renovou o repertório com dois revigorantes álbuns de músicas inéditas, Funk funky boom boom (2013) e Pancadélico (2015), ambos produzidos pelo músico norte-americano Jerry Barnes.

Esses álbuns se impuseram entre os melhores de toda a discografia da banda. Por isso mesmo, a expectativa já é naturalmente alta para o álbum de estúdio que Marcio Buzelin (synths, pianos e órgãos), Marco Túlio Lara (guitarras e violões), Paulinho Fonseca (bateria), PJ (baixo) e Rogério Flausino (voz) planejam gravar e lançar entre 2020 e 2021 com repertório inédito e autoral.

Será o décimo álbum de estúdio da banda, se posto na conta o disco independente de 1995, J. Quest, de circulação bem restrita.

Após o iminente encerramento da turnê nacional do show e disco Acústico Jota Quest – Músicas para cantar junto, espetáculo visto por mais de 700 mil pessoas desde que estreou em maio de 2017 em turnê que gerou mais de 200 apresentações em 140 cidades , o quinteto tira o olho do retrovisor para começar a idealizar o disco, mas sem desapegar totalmente do passado.

É que, além do álbum de músicas inéditas, o Jota Quest também planeja produzir documentário sobre a trajetória da banda de pop soul formada em 1993 na cidade de Belo Horizonte (MG).

“Vamos produzir um doc bem completo sobre a nossa trajetória, desde lá dos botecos de BH até aqui, mas olhando também para o futuro”, vislumbra Rogério Flausino, vocalista da banda.

Paralelamente à produção do disco e do filme, o Jota Quest engata outra turnê em 2020 e 2021, desta vez com show plugado, comemorativo dos 25 anos de carreira fonográfica dessa banda que alcançou projeção nacional em 1996 e, desde então, nunca perdeu o elo com o público.

Aos 40 anos, Luciana Mello já começa a festejar 35 anos de carreira

Cantora inicia comemoração com single em que regrava samba lançado por Arlindo Cruz.

Por Mauro Ferreira G1

Embora tenha somente 40 anos, Luciana Mello já caminha em 2020 para os 35 anos de carreira iniciada em 1985, quando tinha somente seis anos e entrou em estúdio com o pai, Jair Rodrigues (1939 – 2014), para gravar participação em disco do artista, começando na sequência uma trajetória como cantora mirim de projetos infantis.

Com planos de festejar a efeméride com disco de sambas e com registro audiovisual de show, além de minidocumentário, a artista paulistana começa a comemoração com a edição do single Como um caso de amor.

Neste single, gravado com produção musical e arranjo do violonista Walmir Borges, Luciana Mello regrava o samba de André Renato e Ronaldo Barcellos lançado há oito anos na voz do bamba Arlindo Cruz em registro feito para o álbum Batuques e romances (2011). A letra faz exaltação ao samba.

Capa do single ‘Como um caso de amor’, de Luciana Mello — Foto: Divulgação / ONErpm

A (re)gravação de Como um caso de amor foi feita por Luciana com os toques de músicos virtuosos como Carlinhos Sete Cordas (violão de sete cordas), Jota Moraes (piano) e Mauro Diniz (cavaco).

Já distanciada do pop que a projetou há quase 20 anos com o álbum Assim que se faz (2000), Luciana Mello redirecionou a carreira progressivamente para o samba e a MPB, em sintonia com o tom do real primeiro álbum solo da artista, Luciana Rodrigues, lançado em 1995 e batizado com o nome artístico então adotado por Luciana Mello.

O apego crescente da cantora ao samba já rendeu disco dedicado ao gênero, Na luz do samba (2016), editado há três anos.

Mariana Aydar saúda Dominguinhos no pulso final do álbum ‘Veia nordestina’

Por Mauro Ferreira G1

Mariana Aydar revela na sexta-feira, 6 de dezembro, as últimas três faixas inéditas que compõem o repertório do sexto álbum da cantora e compositora paulistana, Veia nordestina, produzido por Marcio Arantes.

O álbum foi paulatinamente apresentado em sequência de três EPs lançados entre abril e julho com três músicas, cada um.

Das três faixas que permaneciam inéditas, uma é a regravação de Espumas ao vento (1997), o maior sucesso do cancioneiro autoral de Accioly Neto (1950 – 2000), compositor goiano de vivência pernambucana. Aydar desacelera o ritmo da composição, soprando Espumas ao vento como balada pop, com direito ao toque encorpado da guitarra de Guilherme Held.

Mais dentro do eixo nordestino em que pulsa o disco, Venha ver é mix de arrocha e xote de autoria de Anastácia em parceria com Liane. A música bomba na batida eletrônica orquestrada pelo produtor Marcio Arantes, piloto do MPC, do baixo synth e das programações sobressalentes na gravação.

Anastácia, para quem não liga o nome ao som, é a cantora e compositora pernambucana que foi parceira de Dominguinhos (1941 – 2013) na vida e na música. Mariana Aydar conviveu com Dominguinhos e chegou a documentar o legado do artista em filme.

Por isso, faz todo sentido que o álbum Veia nordestina termine com saudação ao cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano.

Pontuada pelo toque do acordeom de Mestrinho, a gravação da canção autoral Para Dominguinhos flagra Mariana Aydar imersa em sertão inundado de saudade de artista que, de certa forma, parece ter servido de norte para a cantora seguir o pulso da veia nordestina.

Essa veia oxigena álbum que dá tom contemporâneo a músicas abrigadas sob o arco rítmico dos gêneros genericamente rotulados como forró ao mesmo tempo em que se alimenta dessas ricas tradições musicais da nação nordestina.