Entre e Ouça – Ed Motta

A Primeira vez que eu trabalhei com o Ed Motta foi na masterização do CD “As Segundas Intenções do Manual Prático” em 2001, durante o primeiro ano de funcionamento da Classic Master, onde eu tive a oportunidade de conhecer bem os seus métodos de trabalho e principalmente o seu gosto Musical.

Durante as sessões de masterização desse disco, o Ed me falou pela primeira vez do seu terceiro disco, “Entre e Ouça”.

Me disse que era um disco muito especial, e que ele gostaria muito que esse disco fosse remasterizado, porém com muito cuidado pois ele gostava demais da sonoridade um pouco mais abafada, bem diferente do “Manual Pratico 1”, bem mais processado e brilhante.

Em 2002, a WEA estava comemorando 20 anos de Brasil e estava relançando vários discos com versões remasterizadas para o CD e o Ed me ligou todo animado e disse,  lembra do meu disco “Entre e Ouça”, e eu respondi claro que sim! ele continuou, vamos fazer a master dele? Eu todo empolgado, claro!! Quando começamos?

Dias depois eu recebi os tapes originais em 1/4 de polegada gravado com dolby SR.

Alinhei a máquina Studer A-80, ajustei o dolby SR 361 e comecei a ouvir. O Tape ia tocando e eu ficava cada vez mais encantado! O timbre da caixa, da bateria era sensacional, do rhodes….quantos instrumentos vintage!

Tudo soava bem demais! Aquele som mais abafado era incrível! A Distribuição dos instrumentos pelo stereo…. Que disco!

Decidi então fazer uma masterização bem conservadora, preservando ao máximo a sonoridade original. Utilizei os equalizadores Manley EQP1-A e EQM e o compressor Manley – Varimu, sem nenhum processamento digital, apenas a gravação em 44.1Khz/24Bits no Sonic Solutions.

Os Pultecs tem um timbre bem suave, perfeitos para o que o Ed queria. Adicionei com cuidado um pouco de 3Khz no Pultec EQM, 60 Hz e 16Khz no Pultec EQP1-A e apliquei uma compressão leve  com Attack e Release mais lentos, apenas para dar mais ganho.

Apresentei ao Ed Motta e ele ficou muito feliz, me disse que era exatamente o que ele queria!

Depois ainda recebi mais 5 faixas, com uma demo da faixa “Que Tal Londres?” e quatro faixas ao vivo gravadas no dia 18 de maio de 1993 no Theatre du Chatelet em Paris.

Em um post recente no facebook, disse  esse disco que não teve boa aceitação na época e que ele tinha ganhado a fama de pessoa difícil por  insistir em fazer o que ele acreditava, num meio onde a maioria se vendia fácil.

Disse ainda que a gravadora não queria lançar, deixando o disco  na geladeira mais de 6 meses com a  a justificativa era que não tinha uma música para tocar rádio, que não era comercial…

Eu acho esse disco fantástico! Eu gosto muito de ouvi-lo, especialmente de fones, que me leva sempre a uma viagem sonora e me faz lembrar das sessões de masterização em 2003.

Para mim, junto com AOR, são os melhores discos do ED Motta.

 

O que realmente significa “Masterizado para o iTunes”?

” O Mais Feliz Da Viva” A Banda Mais Bonita da Cidade – 2013 Masterizado para o iTunes

Pode-se dizer, que a história da indústria musical durante o final dos anos 2000, “A era que o MP3 sacudiu o Mercado Fonográfico”, foi de uma luta para encontrar o equilíbrio entre os interesses do consumidor, dos artistas, dos engenheiros de áudio e da indústria. A maior parte dos consumidores buscavam portabilidade, facilidade na compra e preços baixos. Os artistas e engenheiros de áudio desejavam um produto final de alta qualidade e a indústria, por sua vez, com a queda nas vendas de CD necessitavam lucrar com as vendas digitais.

A Apple fez então, um pequeno movimento, no sentido de buscar este equilíbrio, começando a vender seus álbuns no iTunes com o título “Masterizado para iTunes.” Mas o que isso significa? Para entender é preciso lembrar como a digitalização do áudio surgiu.

No início da transição do vinil para o CD, os arquivos gravados em CD nada mais eram que versões digitalizadas de álbuns masterizados inicialmente para o formato vinil. Uma técnica própria de masterização para o áudio no formato do CD ainda não havia sido desenvolvida, assim, fazia-se uma adaptação das técnicas e ferramentas que estavam disponíveis na época. É claro que estas adaptações não soavam bem. Eu ainda tenho um CD do YES lançado em 1.988, cujo som é bem pior do que o do disco de vinil lançado na mesma época.

“Ontem Hoje Amanhã” Tó Brandileone ” – 2013 Masterizado para o iTunes

O CD popularizou a música, nunca vendeu-se tanto como nesta época. Como consequência natural do sucesso do CD os engenheiros de masterização foram obrigados a desenvolver uma nova metodologia de trabalho aprimorando suas técnicas para produzir um produto de qualidade. Também surgiram novas ferramentas digitais com este objetivo como, por exemplo, os redutores de ruído e workstations digitais. Isso tudo desencadeou uma mania de remasterização dos álbuns já lançados em vinil para que pudessem ser comercializados no novo formato do CD.

Após, em uma ação conjunta do Institut Integrierte Schaltungen – IIS da Alemanha e da Universidade de Erlangen foi desenvolvida uma codificação perceptual de áudio para Digital Audio Broadcasting. Tal trabalho resultou num algoritmo de compressão de áudio que foi chamado de MPEG Audio Layer-3, que tempos depois evoluiu para o MP3, um arquivo eletrônico que permite ouvir músicas em computadores, que facilita a transferência dos arquivos e que não ocupa muito espaço no hard disk dos computadores. A ideia sempre foi manter a qualidade dos arquivos de áudio, porém tanta compressão nos arquivos acabou prejudicando, e muito, a qualidade do áudio. (Um arquivo de 3 minutos de uma música no formato CD tem aproximadamente 40mb enquanto o mesmo arquivo em MP3 tem 3mb).

” Infinito” Corciolli ” – 2015 Masterizado para o iTunes

Para o desespero de toda a indústria musical, não é preciso muito esforço para explicar os motivos pelos quais o MP3 caiu no gosto dos consumidores, a facilidade na transferência dos arquivos, a possibilidade de armazenar uma quantidade enorme de música dentro do seu computador pessoal e a praticidade na reprodução destes arquivos, ainda mais com o surgimento do iPod e iPhone, que atenderam a todas as necessidades do mercado, além criar uma nova cultura mundial relacionada à música.

Acontece que o MP3 nunca foi visto como uma evolução do formato dos arquivos de áudio, mas sim, como um produto de transição de qualidade bem comprometida na busca de uma maneira viável de distribuição e venda de música em HD (24Bits/96K). Formato, este, bem melhor que o do CD, porém com tamanho muito grande (usando o exemplo anterior, uma música de 3 minutos em HD tem algo em torno de 80MB).

“Rua dos Amores” Djavan – 2012 Masterizado para o iTunes

A Indústria, bem que tentou, mas não teve sucesso ao implantar novos formatos através do DVD-A e do Super Áudio CD, pois além dos arquivos digitais terem seus tamanhos grandes, eles foram comercializados através de mídias, justamente o que os consumidores não queriam mais, a procura era por arquivos digitais, pequenos e comercializados pelas lojas digitais.

Muitos acreditam que a longa duração da era MP3 é explicada pela esperança de que os profissionais de áudio encontrem uma maneira de produzir os arquivos digitais com qualidade igual ou superior a dos arquivos gravados em HD, e, tudo isso, sem comprometer a capacidade de armazenamento comprimido e a facilidade da transmissão rápida de arquivos via banda larga de internet sem perdas.

Criou-se, assim, uma verdadeira utopia musical que já dura uma década:

“Enviar de um lugar para outro com facilidade arquivos de áudio com ótima sonoridade sem perdas significativas”.

Foi neste cenário que a Apple, atendendo aos apelos dos consumidores e dos profissionais de áudio, se aproximou dos estúdios de masterização para juntos desenvolverem um novo procedimento de masterização para melhorar a qualidade dos arquivos digitais de áudio para o iTunes. O resultado de todo este empenho é o chamado “masterizado para iTunes”.

“Delírio” Roberta Sá – 2015 Masterizado para o iTunes

Precisamos entender que a tecnologia mudou muito a maneira que nós gravamos a nossa música, e mexeu ainda mais na forma como nós ouvimos essas músicas. Os novos formatos sempre são anunciados com muita propaganda pelos fabricantes e recebidos com muito entusiasmo pelos engenheiros de áudio, mas muitas vezes, nos primeiros anos após os supostos avanços serem totalmente implementados, as novas produções e os engenheiros de masterização sofrem para atualizar as técnicas, até então atuais e bem sucedidas, aos novos formatos.

O objetivo básico do “Masterizado para iTunes” foi exatamente este, atender esta nova demanda pela qualidade dos arquivos de áudio compactos em AAC vendidos no iTunes e disponibilizados mais tarde no Apple Music.

A música atual que você ouve, não importa qual seja o formato,  no iTunes, Spotify ou Apple Music, vai soar pior do que no estúdio onde ela foi gravada e mixada. Isso não é só porque os músicos e engenheiros de som têm um equipamento bem melhor daquele que a maior parte das pessoas possuem, mas, porque os arquivos de gravação atuais contém muito mais informações do que os arquivos digitais e os arquivos gravados nas mídias.

“AOR” Ed Motta – 2013 Masterizado para o iTunes

Hoje, a maioria das produções são gravadas e mixadas em HD (24 bits/96Khz) e em algumas produções em HD (32 bits/192Khz) No processo de masterização essas músicas são processadas e ajustadas com o objetivo de reproduzi-las tão bem quanto possível nos formatos finais do CD (16 bits/44.1 ) e dos arquivos digitais comprimidos como o MP3 (128 a 320 kbps) e AAC (128 a 256 kbps), inferiores ao HD 24Bits/96K e também ao CD 16 bits/44.1

O CD, mesmo com a qualidade do áudio um pouco inferior a gravação original em HD, soa muito bem e a maioria das pessoas gostam de ouvir, mas quando você transfere as músicas do CD para o iTunes em MP3 (ou AAC, formato usado da Apple), você está usando um codec de compressão de dados, que é um programa destinado a eliminar as partes do som de uma música que você não percebe ou não pode ouvir. Isso acontece também com as codificações para o Spotify.

O triunfo destes conversores está justamente na capacidade de remover uma enorme quantidade de informações contidas dentro de uma gravação sem parecer que foram removidas. Porém, quando as pessoas ouvem esses arquivos digitais, em um bom fone ou um sistema de som, elas são capazes de perceber que algo está faltando, mas elas estão dispostas a ignorá-lo pela conveniência.

“Amanhecer Ao Vivo” Paula Fernandes – 2016 Masterizado para o iTunes

Desde o início do funcionamento da loja virtual, o iTunes usa as músicas masterizadas extraídas diretamente do CD em 16Bits/44.1 convertendo-as para o formato AAC 128 kbps e, neste formato, venderam milhares de músicas. As pessoas ouviam basicamente seus MP3 em iPods, celulares e docks, já os CDs, com qualidade superior, em seus carros e sistemas de som hi-fi em casa. Mas, os CDs acabaram sendo substituídos pelos arquivos digitais e começaram a ser reproduzidos também em sistemas de boa qualidade sendo mais perceptível sua inferioridade sonora, principalmente nos fones, que cada dia estão melhores.

No formato “masterizado para iTunes”, o projeto é masterizado em HD (24b/96k) considerando que serão reproduzidos apenas em AAC no iTunes e Apple Music e assim como aconteceu na época do CD, os áudios seriam reproduzidas apenas em CD. O arquivo finalizado é, então, enviado para a Apple no formato HD WAV/24Bits/96K e são convertidos para AAC 256kbps na Apple, o que representa um aumento e tanto de qualidade, mas ainda assim bem inferior ao formato original em HD. É fato que estamos diante de um avanço, porém há muito a ser melhorado.

Em seu guia para masterizar para o iTunes, a Apple diz: “A distribuição digital não é uma reflexão tardia e sim o meio dominante de hoje para consumir música e sendo assim, devem ser tratados com o máximo cuidado e atenção.”

É muito simples dizer que o formato “masterizado para o iTunes” foi apenas mais uma estratégia de marketing da Apple e das gravadoras, quando na verdade se trata de um novo procedimento de masterização do áudio que tem como objetivo minimizar as perdas ocorridas durante o processo de conversão do áudio para AAC, obtendo arquivos digitais com qualidade superior, sendo uma resposta da indústria fonográfica `a preferência dos consumidores pela música em mp3 com mais qualidade, melhorando um pouco aquele equilíbrio entre os interesses do consumidor, dos artistas, dos engenheiros de áudio e da indústria.

Remasterizando o álbum “Tecnicolor” dos Mutantes

Remasterizando o álbum “Tecnicolor” dos Mutantes

Em uma tarde cinzenta e fria em julho de 1999, eu estava na Cia de áudio, masterizando um CD quando o Ricardo Franja, meu sócio na época e a Lucinha , esposa do Arnaldo Baptista entram no estúdio entusiasmados com um velho tape analógico nas mãos , tape esse que ficara esquecido anos com o Antonio Peticov , empresário dos Mutantes na época em que o álbum Tecnicolor foi gravado.

Eu sem nada entender, peguei esse tape e coloquei na maquina Studer A-80 e toquei a primeira música e parei imediatamente quando percebei o que tinha naquele velho tape. Tirei o tape, coloquei o tape padrão de alinhamento em 7 ½ na máquina Studer A-80 e comecei a alinhá-la meticulosamente. Depois, ajustei o conversor AD da Manley e abri uma sessão no Sonic Solutions em 24 Bits 44.1K.

Carreguei novamente a Studer A-80 com o velho tape, coloquei uma luva e coloquei um pouco de talco e com um algodão comecei a limpá-lo com muito cuidado.

Após algumas horas, coloquei o Sonic Solutions para gravar certo de que teria apenas uma única e valiosa chance para isso e comecei a tocar a fita. Durante a transcrição, conforme a fita foi tocando, alguns pedaços do tape foram ficando pelo caminho, mas no fim, o tape tocou inteiro perfeitamente.

Refeito do impacto inicial, eu avaliei os efeitos perversos do tempo e da péssima conservação do tape. Vários drop-outs (Buracos no áudio), quedas de canal, chiados e distorções. O trabalho seria imenso e desafiador, mas pensei, isso aqui é demais, merece o meu máximo e mais um pouco esse projeto.

O álbum tecnicolor continha versões de várias músicas já gravadas anteriormente pelo grupo em outras línguas, além de mais algumas regravações em seus idiomas originais. O álbum foi cantado em inglês, francês, espanhol e português. Todas as músicas receberam uma nova roupagem. O álbum foi gravado no final de 1970 em Paris (durante a segunda visita dos Mutantes a França) no Des Dames Studio e mixado em Londres em Stereo por Karl Homes.

A Polydor britânica achou que o álbum não seria bem sucedido devido ao excesso de idiomas diferentes e engavetou o projeto, mas o Antonio Petikov acabou ficando com uma copia em um tape analógico em 7 ½ do album da mixagem em stereo.

Em 1995, o escritor Carlos Calado, produzindo uma biografia do grupo, descobriu essas gravações e resolveu tomar partido do lançamento desse álbum. Calado não teve sucesso e apenas em 1999, o produtor Marcelo Fróes conseguiu convencer a gravadora Universal a lançar o disco.

Semanas depois, Marcelo Fróes veio a Cia de áudio com uma cópia do álbum já transcrita em CD, mas quando eu ouvi o CD, percebi que o áudio estava em môno e quando ele ouviu a nossa transcrição não sabia o que dizer.

Era hora de começar a remasterização. O Arnaldo Baptista me ligou e me disse que gostaria de ir ate a Cia de áudio e ouvir o material comigo.

Passamos uma tarde ouvindo o material e eu mostrei a ele as ferramentas que eu iria utilizar como o Sonic solutions No Noise e o Cedar. Fiz vários testes e após ele aprovar e aproveitou, entre um café e outro, e me contou tudo sobre as gravações.

A Primeira e mais difícil etapa , foi corrigir os drop-outs Eu utilizei o Sonic Manual DeClick e restaurei os “buracos” nas formas de onda em todas as musicas. Levei 5 dias para fazer isso. O Sonic Manual DeClick, utiliza um processamento através de interpolação. Se voce tem um código binário 00 01 00 , um” buraco” e depois 00 01 00 , ele reconstrói esse buraco com 00 01 00 com base no que vem antes e depois do buraco. Claro que é bem mais complexo do que isso, mas o principio é esse. Me lembro do Final da musica “I’m Sorry Baby”, que estava simplesmente inaudível. Eu recontruí a forma de onda manualmente com a caneta digital, até ficar totalmente recuperado.

Durante duas semanas, utilizando o Sonic Broadband DeNoise, peguei varias amostras de chiado durante as músicas e intervalos entre elas e criei vários set-ups do Sonic Broadband DeNoise para a redução de chiados e eu ia aplicando trecho a trecho para eliminar apenas o chiado sem prejudicar o audio original. A música tecnicolor, (exemplo abaixo do antes e depois do DeNoise ) , foi a que mais deu trabalho, pois houve 6 trechos com chiados diferentes. Foram horas e horas de trabalho, centenas de tentativas até ficar do jeito que eu queria.

O Proximo passo foi eliminar algumas distorções e fiz isso através do Cedar Decrakler CR-1. O Cedar era disparado o melhor sistema de restauração já criado e o mais interessante é que o processamento era feito em tempo real, ou seja, dava para ouvir o resultado e caso precisasse, parava, voltava, reajustava e continuava do ponto onde parou.

Depois de mais de um mês restaurando o áudio, veio a parte mais legal do processo, a masterização do áudio já restaurado. Foi a parte mais fácil. Fiz 5 versões mais e menos processadas e acabei escolhendo a menos processada e recebi muitas criticas por isso, pois muitas pessoas queriam um áudio bem processado, mais atual, o que eu discordei e não me arrependo, pois sei que foi a melhor escolha, pois preservou e muito o áudio original.

No processo de masterização, primeiro, eu montei uma sessão em um Digidesign Sound Designer II ( Programa de 4 canais que depois virou o Pro-tools) com os áudios digitais restaurados. Usando um conversor da Apogee DA 1000, converti os áudio de digital para analógico e trabalhei música a música passando pelos equalizadores Válvulados Pultecs EQP-1 A e EQM e o compressor válvulado Variable-Mu da Manley. Em seguida, usando um conversor AD Manley , converti o áudio analógico novamente para o digital e gravei o no Sonic Solutions , onde eu fiz a edição final do CD.

Foram 3 meses de trabalho intenso, centenas de horas , dezenas de CDs referências , ouvidos e analizados por todas as pessoas envolvidas até chegar ao resultado final. Todas essas opções, foram registradas e eu arquivei todas essas etapas e guardo tudo isso até hoje. Foi o trabalho de remasterização mais difícil e ao mesmo tempo mais importante que eu fiz em minha carreira.

“Technicolor” Antes do NoNoise

“Technicolor” Depois do NoNoise

A ilustração e a caligrafia do projeto gráfico do álbum é de autoria de Sean Lennon (filho de John Lennon e Yoko Ono).