Chico Rigo: “Uma hora a gente vai embora, mas os discos ficam pra sempre. Esse é o nosso propósito na Terra.”

A Avenida Paulista aberta aos domingos e feriados foi uma das grandes conquistas do povo desta cidade. Não é novidade que viver em São Paulo custa caro, então, essa iniciativa da prefeitura durante a gestão de Fernando Haddad, foi um grande passo em vários quesitos, sendo o mais importante, na minha opinião, o acesso à cultura. 

Quando falamos de acesso, precisamos também pensar em preço. E tudo que leva preço, reduz o acesso. E a Paulista pode oferecer cultura, arte, informação, socialização… tudo isso e muito mais de graça! E seguindo nessa linha, podemos encontrar em toda a extensão da avenida, músicos e bandas de todo o tipo. Tem jazz, blues, rock, rap, hip hop… Sorte nossa!

E foi numa dessas minhas andanças por lá que ouvi de longe o som de uma banda que me lembrou Led Zepellin. Eles haviam conquistado uma plateia considerável, e pude ver que não era apenas o som. 

O visual também era bem anos 70 e as pessoas ao redor aplaudiam a cada música finalizada, ficando para ouvir mais. Eu também fiquei. O nome da banda era Picanha de Chernobill.

Na formação, temos Matheus Mendes (voz e contra-baixo), Chico Rigo (segunda voz e guitarra) e Leonardo Ratão (bateria e percussão). Os três são figuras muito carismáticas, e me chama a atenção a alegria persistente neles mesmo em dias tão difíceis e avessos a tudo que envolve cultura e arte. 

Permanecer alegre também é um ato de resistência. E digo isso com toda a tranquilidade, pois a banda não faz a menor cerimônia: eles se posicionam politicamente, e, Chico Rigo, que é a figura que acompanho nas redes sociais, está sempre se manifestando, procurando uma forma de informar os seguidores, incentivando o pensamento crítico, valorizando a literatura nacional, a arte, a música, a liberdade de expressão e a democracia. 

Picanha de Chernobill realmente rala nas ruas. Os caras vieram do Rio Grande do Sul e estão em São Paulo desde 2013. Eles fazem da cidade o palco que eles precisam, e vejo isso com muito carinho, pois como boa paulistana, apesar dos pesares, fico feliz quando alguém de fora demonstra amor por esta cidade.

Em todos os shows eles tocam covers de bandas consagradas, como Beatles, Led Zepellin, Jimmy Hendrix… Além das ótimas músicas autorais! 

O primeiro álbum da banda foi homônimo, o segundo se chama ‘O Velho e o Bar’ e o terceiro trabalho foi o ‘Conto, a Selva e o Fim’, que teve seu lançamento possível graças ao crowdfunding feito com sucesso em 2016. Desde que chegaram em São Paulo já fizeram mais de mil shows pelas ruas da cidade. 

Em 2017 a banda tocou no Rock in Rio e em novembro do mesmo ano eles fizeram a primeira turnê pela Europa, se apresentando em 4 países. Em 2018 foi a vez de realizar a segunda tour europeia por mais de 20 cidades nos 5 países que visitaram.

Confira a entrevista exclusiva que o guitarrista Chico Rigo concedeu à Hedflow:

Dani – Quando vocês vieram para São Paulo, qual era a maior ambição da banda?

Chico – A gente veio pra São Paulo pra tentar viver do rock. A gente veio em 2012 pra cá, numa turnê com a banda Os Vespas, tem até um documentário no Youtube chamado Procuro Sonhos No Varal (O Retrato de Uma cena), que é sobre essa viagem, sobre esse primeiro contato que a gente teve com São Paulo. A gente morava em Porto Alegre, e viu que aqui tinha mais oportunidades, que era maior, não só São Paulo, mas o interior também, as cidades todas grandes, também pra estar mais no centro do país, poder circular mais. Viemos com intuito mesmo de poder viver como músico, pagar as nossas contas com a banda fazendo o nosso som.

Dani – Vocês já tocaram no programa do ‘Luciano Huck’, no ‘Ratinho’, no Rock in Rio… Momentos que representam uma conquista da banda em relação ao alcance  ‘mainstream’. Rola uma tentação em entrar para o ‘hype’, tentar tocar o mais do mesmo e se manter na mídia?

Chico – Na real, o Rock é underground no Brasil, né? Dificilmente o rock foi mainstream no Brasil, teve poucos momentos na história mais moderna da música… E tocar em programa é legal, sempre que vou nesses programas eu lembro de eu assistindo os videos do ACDC no começo da banda nos anos 70, naqueles programas de auditório, e eu sempre acho divertidíssimo, tu nem sabe que programa é, mas é muito massa tu ver a banda. Então sempre que a gente tem a oportunidade de ir na imprensa, em algum festival, é pra mostrar nosso som pra outras pessoas. Eu acho que a mídia, a TV, não tem mais a preponderância agora que tinha antigamente, então, o sucesso tá muito mais no sucesso que tu consegue ganhar na internet do que propriamente na televisão. Claro que a gente quer ser o mais conhecido possível. Não pela questão do sucesso, acho até que isso não é nem legal, acaba estragando muito a banda. Mas mais no sentido da gente poder tocar por todo o Brasil, que o povo goste. Meu sonho sempre foi que o povo gostasse do som da Picanha, muito mais do que o público roqueiro, ou o público intelectual. Eu gostaria que a gente fosse que nem o Raul, sabe? Que o povo curta. Mas obviamente a gente faz o nosso tipo de som, e nunca vai se vender, nunca vai fazer que não esteja de acordo com o que a gente acha pra conquistar as coisas, porque o mais importante é a música, é o que fica.

Dani – O que faz com que vocês permaneçam leais ao som da Picanha de Chernobill?

Chico – A Picanha é uma banda que é muito diferente. Qual é o som da Picanha? Se tu pegar todos os discos, cada um é muito diferente do outro. Esse próximo que a gente vai lançar também é diferente dos três anteriores. Eu vejo que tem uma evolução, não no sentido de ruim pra melhor, nem seria evolução a palavra, mas eu vejo que tem um amadurecimento do som, porque a gente vai amadurecendo, vai envelhecendo, vai ouvindo mais coisa, tendo mais influências, ficando mais esperto, ficando melhor músico. Então, isso é natural, né? E o que eu acho que o que a gente mais quer é não se repetir, porque as bandas que a gente mais admira são aquelas bandas que não se repetem, né? Tu vai ver Beatles, o que era em 63 e o que era em 70, parece totalmente diferente, então, mostra a evolução dos caras. Mas isso não quer dizer que vai ser melhor ou pior, eu acho que tem que ser o que a gente acha legal, o que a gente curta fazer junto.

Dani – Segundo a Bio no Spotify, a banda já fez mais de 1000 shows nas ruas de São Paulo. Vocês têm alguma história cabulosa ocorrida em alguma dessas apresentações que possa ser dividida com a gente?

Chico – Sobre tocar na rua, bah, eu devia na real ter um diário porque é tanta coisa que às vezes até as pessoas vêm falar com a gente “ah, tu lembra aquela vez que aconteceu tal coisa?” E eu “Bah, é verdade!!”. É muita informação, né? Nesses 5 anos e pouco aí, é muito show, é muita coisa. Desde coisas muito legais a coisas não tão legais, mas sei lá, eu já levei cagada de pombo na primeira música, eu não tinha chegado nem no refrão, o pombo cagou tudo em cima de mim, foi foda. Foi ali no Buraco da Minhoca, nome sugestivo, né? Buraco da Minhoca, e leva uma cagada de pombo. Bah, teve uma vez que uma velhinha deu umas bengaladas na cabeça do baterista pra ele parar de fazer o som. Tocar com o Suplicy foi sempre legal, a gente já tocou sete vezes com ele na rua. Putz, tem tanta coisa. Ver criança dançando, fazer jam com outros músicos que a gente admira. Eu acho que tem mais coisas legais assim no sentido de tu ver uma velhinha fazendo pole dance na placa de sinalização, ou sei lá, um cara fazendo apoio lá na frente, ou uma criança fingindo que toca guitarra do lado, idosos dançando, tem muita coisa legal assim, né? Não tem uma coisa particularmente de outro planeta. Mas também já deu pau, já deu briga na frente, já mal começou a tocar a primeira música aí começa a chover e isso é um saco, cara. Isso acontece muito, a chuva… a chuva é uma desgraça. Mas faz parte, né?

Dani – São Paulo é a cidade cinza onde tudo acontece. O que esta grande metrópole representa para a Picanha de Chernobill?

Chico – Eu acho que São Paulo não é cinza. São Paulo é tão cinza quanto qualquer outra cidade grande. São Paulo é muito colorida e com muitas coisas boas e muitas coisas ruins, né? Aqui os picos de coisas são muito fortes. É uma desigualdade terrível que faz ela parecer ser a pior cidade do mundo, mas por outro lado, ela tem muitas e muitas milhões de pessoas legais e que consomem cultura e que lutam pra viver numa cidade melhor. Então, acho que São Paulo é muito louca, né? Ela tem essa dicotomia muito forte, mas é uma cidade que quando a gente veio pra cá a gente tomou como nossa. A gente tá morando aí, então vamos lutar pra que ela seja melhor, né? E pra nós, representa o lugar onde de fato a gente conseguiu viver do nosso som, que conseguiu fazer turnê pra Europa, conseguiu tocar em festivais, nas televisões, conseguiu se manter com o carinho de muita gente, e ter conhecido milhares de pessoas legais de todo o Brasil, e de todo o mundo que está por aqui, e também os paulistanos e paulistas. A gente gosta de São Paulo, a gente sabe dos defeitos e luta pra melhorar, mas a gente gosta, é o lugar que a gente escolheu, né? A gente não nasceu aqui, a gente escolheu, então, espero que a cidade melhore, que tenha mais arte, e que as pessoas consumam mais arte, porque eu tenho certeza que consumir arte é um alívio pra esse corre do dia a dia aí. E muita gente já veio falar com a gente sobre isso, inclusive, de como é importante, de como foi bom pra elas ouvirem o nosso som enquanto elas estavam trabalhando e tal, então, isso é legal. A gente se sente parte da cidade.

Dani – Você, Chico, é bastante ativo no Instagram e tem sempre usado a plataforma para se manifestar politicamente. Acredito que você represente a opinião da banda quando você faz críticas ao governo atual. Sendo assim, o Chico acredita que a situação política no país tenha afetado de forma negativa a vida de artistas independentes no Brasil? O que mudou na sua opinião?

Chico – Afetou sim porque o país ficou meio dividido, né? Por exemplo, toda vez que a gente toca com o Suplicy e posta na rede social, um monte de gente deixa de seguir, ou quando a gente apoiou a Dilma, ou quando foi contra o golpe em 2016, ou quando a gente apoiou o Haddad na última eleição, muita gente acaba deixando de escutar a banda, e eu fico triste no sentido que é uma pena, né? É uma pena as coisas chegarem neste ponto de radicalismo assim. Então, eu acho que essas pessoas que deixaram de escutar a gente por opinião política podem ou não se arrepender no futuro, né? Na real eu não posso obrigar ninguém a gostar do nosso som, a gente faz o que a gente acha certo, dentro do pressuposto de que todos somos cidadãos e todos temos o direito, numa democracia, de dar opinião, né? Ainda bem que a gente pode dar opinião. Então, a gente sempre se posiciona quando a gente acha necessário e lutamos por um país mais justo, com mais cultura. E a gente espera que as pessoas entendam e respeitem, e não necessariamente tendo que votar em quem a gente vota e tal, mas que curtam o nosso som e que escutem as nossas letras, porque muitas das nossas letras são sobre a realidade social que a gente vive, com pessoas que a gente conhece, que a gente tem contato e não pelo que a gente vê na televisão, então, se o brasileiro conversasse mais entre si, entre as classes, acredito que a gente viveria num país muito menos polarizado e com muito mais gente junto construindo um lugar melhor.

Dani – Vocês mantém a formação em trio, com Matheus, Chico e o Ratão. Até hoje, as alterações que rolaram foram na bateria, mostrando que o grupo é perseverante e não se abate facilmente. O que dá esse gás pra banda?

Chico – Sobre esse negócio de trocar integrante, nossa, é foda, né? É que nem namoro. Não é nem como casamento, é como namoro mesmo. Não é com a primeira namorada que tu vai passar o resto da vida ou com o primeiro namorado que tu vai, né? São questões muito difíceis, né? Pensa o que é fazer rock em português, entendeu? Fazer rock em português que não seja com letra ridícula, entendeu? Pensa no difícil que é isso aí de tu se manter fiel e continuar, seguir e tocar na rua um milhão de vezes, tocar em bar e tocar em tudo que é lugar. Não é só na rua que a gente toca, a gente já tocou em tudo que é lugar. Tocou pra ninguém, tocou pra lugar vazio, tocou pro público da banda que ia tocar depois de nós, sem mais ninguém. Não ganhar nada. Dormir mal nas turnês, nuns lugares muito ruins, então tu tem que querer muito, muito, muito. Tem que ser uma obsessão, sabe? Tem que ser um negócio diário, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Porque é isso aí, a gente não tem férias, a gente que faz nossos discos, que faz nossos clipes, redes sociais, contato pra show, então, acontece isso. Tem gente que durante o processo, encontra outras prioridades, e não quer dizer que estão certos ou errados, né? Por que a vida de cada um é a vida de cada um. E a gente se dá bem com quem já tocou com a banda. Tomara que essa formação fique pra sempre, né? Pelo menos enquanto a gente estiver feliz de fazer som um com o outro.

Dani – E de onde surgiu a ideia para o nome ‘Picanha de Chernobill’?

Chico – Picanha de Chernobill foi uma lenda do rock gaúcho que deu pra nós o nome, João Vitor Sottili.

Dani – Fugindo um pouco do assunto música, sei que vocês são da leitura. Quais livros seriam possíveis de indicar no bate e pronto?

Chico – Sobre livro, tem um monte. É que eu fiz História, então eu leio desde sempre. Eu gosto do ‘Mito do Eterno Retorno do Mircea Eliade’, gosto do ‘Crime e Castigo’ do  Dostoiévski, ‘O Processo’ do Kafka, ‘Rua das Ilusões Perdidas’ do John Steinbeck, ‘O Estrangeiro’ do Albert Camus, ‘O Velho e o Mar’ do Ernest Hemingway (a música O Velho e o Bar é por causa deste livro). Tem vários livros que influenciaram. Quando eu era mais novo, gostava bastante do Stephen King. Eu tava lendo esses dias ‘O Triste Fim de Policarpo Quaresma’ do  Lima Barreto, é genial este livro, é muito bom. Como eu li muito na faculdade livro de história, depois que eu larguei, eu leio pouco de história, leio mais os clássicos, porque se são clássicos é porque são bons, se diz “ou, Led Zepellin é clássico!”, vai ouvir porque se é clássico é que é bom. Eu li muita biografia de banda, de artista, mas não é uma coisa de influência. Gosto de Machado de Assis também.

Dani – Agora ao ‘estilo Marília Gabriela’, contem-nos:

• Um álbum que tenha marcado a vida de vocês: Não tem um álbum. Tem muitos álbuns. Pode ser o ‘Saltimbancos’ do Chico Buarque, eu adorava na minha infância. É muito foda esse disco, é infantil, mas as letras são muito fodas, são políticas e tal, comparando os bichos ao povo, muito massa.
• Um ser humano que seja inspiração:Um só não, né? Acho que a junção de várias pessoas fodas. É que uma pessoa sozinha ela não faz nada, ela precisa estar unida a muita gente foda.
• Você só pode escolher um Beatle, quem seria e o porquê:John Lennon, óbvio, porque eu sou fã do John Lennon antes de saber que existia Beatles, porque o John Lennon além de ter deixado a marca como um excelente músico e ter feito parte da melhor banda, ele também deixou sempre uma preocupação política e social. Tu lembra do John Lennon, tu lembra da palavra PAZ, tu lembra de IMAGINE, tu lembra do ‘GIVE PEACE A CHANCE!’. Então, é muito foda isso, muito foda.
• Um show inesquecível: Tudo se remete ao começo, né? Acho que quando vi meus amigos tocando, e isso me influenciou a tocar, sabe? Eles tinham uma banda lá em Nova Prata, eles eram da mesma idade e eles já tinham banda, sei lá, eu tinha uns onze anos, e ver eles tocarem foi o que me inspirou a aprender a tocar de novo. Eu tinha aprendido novinho, depois eu parei. Ver eles tocarem fez eu querer tocar de novo. Inesquecível pra nós, teve vários. Esse último, ‘Psicodália’, foi muito foda, o último do CCSP também, ter tocado em um monte de lugar foda na Europa é um negócio que a gente nunca tinha pensado. tocar na Europa. E meu primeiro show também, né? Que eu tinha 16 anos, foi foda.
• E por último, assim, fora do ‘mainstream’, quais outros nomes a Picanha de Chernobill acha que nós deveríamos conhecer? Eu curto muito o ‘Teko Porã e Mustache & Os Apaches’, eu acho eles muito fodas. Assim como eu gosto de muitas outras bandas que a gente acaba conhecendo aí. Eu gosto do ‘Peter Hossell & Screwd Blues’, gosto do ‘String Breakers’, do ‘Filipe Dias, do Grande Grupo Viajante’, ‘Molodoys’, ‘Cacá Zingler’, ‘Lucia Zorzi’. Eu curto muito banda que canta a língua do país, sabe? Brasileiro cantando em português, francês cantando em francês. Tem uns caras que a gente viu cantando em Amsterdam na rua , a voz do cara é muito foda, ‘Subterranean Street Society’. Então, é muito foda isso, muito foda.
• Um show inesquecível: Tudo se remete ao começo, né? Acho que quando vi meus amigos tocando, e isso me influenciou a tocar, sabe? Eles tinham uma banda lá em Nova Prata, eles eram da mesma idade e eles já tinham banda, sei lá, eu tinha uns onze anos, e ver eles tocarem foi o que me inspirou a aprender a tocar de novo. Eu tinha aprendido novinho, depois eu parei. Ver eles tocarem fez eu querer tocar de novo. Inesquecível pra nós, teve vários. Esse último, ‘Psicodália’, foi muito foda, o último do CCSP também, ter tocado em um monte de lugar foda na Europa é um negócio que a gente nunca tinha pensado. tocar na Europa. E meu primeiro show também, né? Que eu tinha 16 anos, foi foda.
• E por último, assim, fora do ‘mainstream’, quais outros nomes a Picanha de Chernobill acha que nós deveríamos conhecer? Eu curto muito o ‘Teko Porã e Mustache & Os Apaches’, eu acho eles muito fodas. Assim como eu gosto de muitas outras bandas que a gente acaba conhecendo aí. Eu gosto do ‘Peter Hossell & Screwd Blues’, gosto do ‘String Breakers’, do ‘Filipe Dias, do Grande Grupo Viajante’, ‘Molodoys’, ‘Cacá Zingler’, ‘Lucia Zorzi’. Eu curto muito banda que canta a língua do país, sabe? Brasileiro cantando em português, francês cantando em francês. Tem uns caras que a gente viu cantando em Amsterdam na rua , a voz do cara é muito foda, ‘Subterranean Street Society’.

Picanha de Chernobill vai lançar o 4° álbum da banda, intitulado ‘Sobrevive’.

O disco foi gravado em um sítio na cidade de Itu, interior de São Paulo, e foi masterizado aqui na Classic Master.


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